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Comunicar torna-se fundamental a qualquer indivíduo quando quer transmitir uma mensagem, um sentimento, quando quer, enfim, interagir de alguma maneira socialmente, no entanto em indivíduos com algum tipo de incapacidade físicas ou motoras essa interação social fica comprometida. Estas incapacidades, principalmente nas crianças, vêm criar condições limitativas ao seu desenvolvimento pessoal. Perante este cenário a sua aprendizagem já por si deficitária vai apresentar ainda mais insucesso, fracasso e incompetência, contribuindo para que a criança tenha uma maior tendência para a Passividade e Desistência.

 

A fim de ultrapassar esta dificuldade, e tendo em conta que a capacidade de comunicar é essencial ao desenvolvimento das relações humana, é fundamental arranjar estratégias de modo a integrar estas crianças na sociedade como membros ativos, fazendo-os sentir, mais tarde, como pessoas capazes e cientes das suas próprias capacidades.

 

Quando a principal forma de nos expressarmos, e referimo-nos à fala, é afetada por uma disfunção neuromotora grave, não permitindo sequer controlar o aparelho fonador, é necessário proporcionar-lhes o mais cedo possível um Sistema Alternativo e Aumentativo de Comunicação. Esta escolha vai basear-se, antes de mais, nas três componentes da Comunicação: Forma – como comunica?; Uso – qual a razão para comunicar?; e o Conteúdo – o que consegue comunicar?. Após a análise destes três parâmetros, passa-se então à escolha do Sistema de Comunicação mais adequado. Destes sistemas constam um conjunto de componentes, devidamente adaptadas, que envolvem técnicas específicas, estratégias e capacidades que estas pessoas com dificuldades em comunicar poderão utilizar.

 

Quando comunicamos com alguém, sem nos apercebermos, utilizamos técnicas aumentativas – o sorriso, o contacto com o olhar, algumas expressões faciais –, no entanto para um indivíduo gravemente afetado na fala para além destas técnicas (inatas) vai necessitar de outras mais especificas que se ajustem às suas necessidades: quadros com símbolos, sistemas de saída de voz… Durante os anos 70 surgem diferentes sistemas alternativos e/ou aumentativos de comunicação (SAAC). Estes SAAC dividem-se em dois grandes grupos: os Sistemas Sem Ajuda, onde se incluem, por exemplo, a Língua Gestual Portuguesa; e os Sistemas Com Ajuda por necessitarem de um suporte exterior ao sistema. Nestes últimos, estão incluídos os sistemas gráficos: PIC – sistema iconográfico; BLISS – mais baseado nos significados do que nos sons; e o sistema SPC (Sistema Pictográfico de Comunicação) composto por símbolos iconográficos com desenhos transparentes de fácil aprendizagem. É uma sistema adequado a todos os níveis etários, talvez por isso o mais usual, os símbolos encontram-se agrupados em 6 categorias, sendo o vocabulário composto por 6200 símbolos organizados numa biblioteca informatizada – Boardmaker. Este tipo de sistemas está preparado para ser usado com indivíduos com deficiência congénita (paralisia cerebral, surdez, deficiência mental…); com incapacidades adquiridas (acidentes vasculares, tumores cerebrais…); com doenças neurológicas (esclerose múltipla, distrofia muscular…); e, também, com incapacidades temporárias (cirurgias, traqueotomias…). Em jeito de conclusão, gostaríamos só de vos deixar com esta citação de Glória Sotto:

 

“Todas as pessoas que sofram de qualquer impedimento na sua capacidade de comunicar, podem e devem ser considerados possíveis usuários de um Sistema Alternativo e Aumentativo de Comunicação.”

 

Adaptado por Márcia Fidalgo

 

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