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“Vou ter um mano…!”

por centrosermais, em 03.06.14

E foi assim, do nada, que o V. me contou que vai ter um mano e que segundo ele, não sabe ainda se vai ser um mano ou uma mana, porque é ainda um “feijãozinho”.

 

A chegada de um irmão é, sem dúvida, um marco muito importante na vida de uma criança e aos pais é-lhes atribuído o papel principal no que respeita à preparação para a chegada do novo bebé. O entusiasmo e a alegria acabam por surgir, quanto mais não seja influenciados pela boa disposição dos pais, no entanto é importante não esquecer que é normal que venha a surgir, também, algum ciúme, algum retrocesso em comportamentos já adquiridos e algumas situações desproporcionadas que, normalmente, não são mais que tentativas de chamar a atenção.

 

Com isto quero dizer, que poderá ser interessante, envolver o filho mais velho logo desde muito cedo na preparação da vinda do novo bebé. Assim, porque não levá-lo consigo a uma ou outra consulta, perguntar-lhe como gostaria que o mano ou a mana se chamasse ou até pedir-lhe ajuda para preparar a mala do bebé, tudo com o intuito de o fazer sentir-se incluído em tudo o que o envolve a chegada do novo membro da família.

 

É importante também, principalmente quando se aproxima a altura do bebé nascer, imaginarem com ele o momento em que a mãe estará no hospital; se é preciso que ele fique com alguém, explicar-lhe com quem e porquê; quando é que poderão (o pai e o filho) ir visitar a mãe e conhecer o mano. Conversar sobre o assunto, responder a todas as dúvidas da criança será sempre a melhor estratégia para que, de uma forma tranquila, o novo bebé seja bem aceite por parte do mano mais velho.

 

Assim que o bebé e a mãe regressarem a casa, o filho mais velho poderá ser incluído na maioria das tarefas diárias que envolvam o mano mais novo, de maneira a não se sentir posto de parte: ajudar a dar banho, a entreter o mano enquanto lhe mudam a fralda e/ou enquanto o vestem.

 

A reação à chegada de uma nova pessoa à família, vai variar com toda a certeza de criança para criança. Uns aceitam e entusiasmam-se com mais facilidade do que outros, mas o importante é que os pais não desesperem e, principalmente, não obriguem nem imponham o bebé. É uma fase que se ultrapassará com o tempo, mas quanto mais naturalmente for melhor.

 

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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