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Postura na sala de aulas

por centrosermais, em 23.12.13

 

A Ciência diz-nos que os primeiros 30 segundos de contato com alguém são determinantes e podem condicionar a imagem que os outros formulam a nosso respeito. Por sabermos isto, reconhecemos que existem várias situações do quotidiano, principalmente profissionais, onde devemos ter a máxima atenção à forma como nos apresentamos sob o risco de condicionar o cumprimento dos nossos objetivos por interferência da imagem que é criada pelos outros a nosso respeito. Tal como o sucesso profissional, o sucesso escolar reside na interação de vários fatores, entre os quais a postura que os alunos mantêm na sala de aula.

 

Neste sentido, quais são os comportamentos que deve encorajar junto dos seus filhos?

 

Encoraje o seu filho a…

  • Ser assíduo;
  • Chegar às aulas com pontualidade;
  • Estar com atenção nas aulas e em silêncio;
  • Participar ativa e assertivamente;
  • Levantar o braço e esperar pela sua vez para falar;
  • Pedir esclarecimentos ao professor;
  • Dar a sua opinião sobre os assuntos em discussão;
  • Tirar apontamentos;
  • Respeitar as regras da sala de aula, colegas e professores;
  • Fazer sempre os TPC;
  • Sentar-se corretamente na cadeira;

 

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Comunicar torna-se fundamental a qualquer indivíduo quando quer transmitir uma mensagem, um sentimento, quando quer, enfim, interagir de alguma maneira socialmente, no entanto em indivíduos com algum tipo de incapacidade físicas ou motoras essa interação social fica comprometida. Estas incapacidades, principalmente nas crianças, vêm criar condições limitativas ao seu desenvolvimento pessoal. Perante este cenário a sua aprendizagem já por si deficitária vai apresentar ainda mais insucesso, fracasso e incompetência, contribuindo para que a criança tenha uma maior tendência para a Passividade e Desistência.

 

A fim de ultrapassar esta dificuldade, e tendo em conta que a capacidade de comunicar é essencial ao desenvolvimento das relações humana, é fundamental arranjar estratégias de modo a integrar estas crianças na sociedade como membros ativos, fazendo-os sentir, mais tarde, como pessoas capazes e cientes das suas próprias capacidades.

 

Quando a principal forma de nos expressarmos, e referimo-nos à fala, é afetada por uma disfunção neuromotora grave, não permitindo sequer controlar o aparelho fonador, é necessário proporcionar-lhes o mais cedo possível um Sistema Alternativo e Aumentativo de Comunicação. Esta escolha vai basear-se, antes de mais, nas três componentes da Comunicação: Forma – como comunica?; Uso – qual a razão para comunicar?; e o Conteúdo – o que consegue comunicar?. Após a análise destes três parâmetros, passa-se então à escolha do Sistema de Comunicação mais adequado. Destes sistemas constam um conjunto de componentes, devidamente adaptadas, que envolvem técnicas específicas, estratégias e capacidades que estas pessoas com dificuldades em comunicar poderão utilizar.

 

Quando comunicamos com alguém, sem nos apercebermos, utilizamos técnicas aumentativas – o sorriso, o contacto com o olhar, algumas expressões faciais –, no entanto para um indivíduo gravemente afetado na fala para além destas técnicas (inatas) vai necessitar de outras mais especificas que se ajustem às suas necessidades: quadros com símbolos, sistemas de saída de voz… Durante os anos 70 surgem diferentes sistemas alternativos e/ou aumentativos de comunicação (SAAC). Estes SAAC dividem-se em dois grandes grupos: os Sistemas Sem Ajuda, onde se incluem, por exemplo, a Língua Gestual Portuguesa; e os Sistemas Com Ajuda por necessitarem de um suporte exterior ao sistema. Nestes últimos, estão incluídos os sistemas gráficos: PIC – sistema iconográfico; BLISS – mais baseado nos significados do que nos sons; e o sistema SPC (Sistema Pictográfico de Comunicação) composto por símbolos iconográficos com desenhos transparentes de fácil aprendizagem. É uma sistema adequado a todos os níveis etários, talvez por isso o mais usual, os símbolos encontram-se agrupados em 6 categorias, sendo o vocabulário composto por 6200 símbolos organizados numa biblioteca informatizada – Boardmaker. Este tipo de sistemas está preparado para ser usado com indivíduos com deficiência congénita (paralisia cerebral, surdez, deficiência mental…); com incapacidades adquiridas (acidentes vasculares, tumores cerebrais…); com doenças neurológicas (esclerose múltipla, distrofia muscular…); e, também, com incapacidades temporárias (cirurgias, traqueotomias…). Em jeito de conclusão, gostaríamos só de vos deixar com esta citação de Glória Sotto:

 

“Todas as pessoas que sofram de qualquer impedimento na sua capacidade de comunicar, podem e devem ser considerados possíveis usuários de um Sistema Alternativo e Aumentativo de Comunicação.”

 

Adaptado por Márcia Fidalgo

 

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Procrastinando...

por centrosermais, em 06.12.13

O que é?

 

   Quando evitamos e adiamos sucessivamente uma tarefa que sabemos ter que ser feita estamos a procrastinar! É normal procrastinar ocasionalmente. Contudo, quando se torna excessivo podemos experienciar sentimentos de culpa e de ansiedade por não estarmos a cumprir com as nossas responsabilidades.

 

   Estamos a procrastinar demasiado se…

  1. Evitamos frequentemente começar tarefas que consideramos difíceis;
  2. Desistimos frequentemente das tarefas assim que começamos a sentir dificuldades;
  3. Nos perguntamos frequentemente por que é que temos que fazer determinada tarefa;
  4. Tentamos frequentemente fazer tantas tarefas ao mesmo tempo que acabamos por não concluir nenhuma;
  5. Desistimos facilmente das tarefas pelas quais não temos interesse;
  6. Arranjamos frequentemente argumentos para fazer outras tarefas que não as que devíamos fazer;

 

Como controlar a procrastinação?

  1. Prioriza as tarefas que te competem fazer;
  2. Compromete-te a terminar as tarefas que inicias;
  3. Recompensa-te a ti próprio quando terminares as tuas tarefas;
  4. Trabalha/ estuda nas horas em que tendes a ser mais produtivo;
  5. Divide tarefas grandes em tarefas mais pequenas;
  6. Procura ajuda junto dos professores, família ou colegas para as tarefas em que sentes mais dificuldades;
  7. Faz um horário de estudo e cumpre-o;
  8. Elimina os fatores de distração à tua volta;
  9. Define objetivos realistas para a realização das tuas tarefas;
  10. Faz intervalos;
  11. Começa pelas tarefas que te dão menos satisfação ou te são mais difíceis;
  12. Após terminares uma tarefa difícil, trabalha numa mais fácil.
  13. Trabalha num local onde gostes de estar.

 

   Existem muitas razões para procrastinarmos: o perfeccionismo e o medo de falhar que nos levam a crer que não conseguiremos atingir o nível que idealizamos; a falta de orientação que nos deixa confusos no momento de dar início ou de completar uma tarefa; as distrações que nos rodeiam; as dificuldades de concentração ou a falta de certas competências necessárias à realização do dever; a baixa motivação ou mesmo a dificuldade no estabelecimento de prioridades.

 

   No entanto, quando criamos estratégias para controlar a tendência a procrastinar, o sucessivo cumprir de objetivos e realização de tarefas conduz-nos a uma sensação generalizada de dever cumprido que nos garante uma maior confiança nas nossas capacidades e uma maior motivação para as metas que se seguem.

 

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   São muitos os desafios e as situações delicadas com que os familiares de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE), e muito em particular os pais, se deparam comparativamente a outros pais de crianças ditas “normais”.

 

   Quando numa família nasce uma criança com uma determinada problemática – principalmente quando esta é considerada de alta-intensidade – as interações intra-familiares produzem instintivamente sentimentos de muita ansiedade e decepção. Estes sentimentos, conjuntamente com a elevada dedicação a que a criança obriga nestas situações, conduzem as relações familiares a uma maior união ou por outro lado à separação.

 

   Para a maioria dos pais o nascimento de um filho é algo de muito grandioso e como tal também a maioria dos pais idealiza o seu “mais que tudo” como um ser perfeito. Quando assim não é, podemos dizer que existem dois tipos de pais: os que conseguem aceitar e mostram ser bem sucedidos criando condições de adaptação tanto para eles como para a criança; e os que, infelizmente, não conseguindo aceitar a realidade sentem-se incapacitados para lidar com o desafio que uma criança deficiente simboliza para a família.

 

   Aquando do diagnóstico de uma determinada problemática muitas podem ser as reações. O choque inicial é sem dúvida o mais natural, seguindo-se, por norma, a recusa e a incerteza terminando na dor. A dificuldade, por parte dos pais, em admitir a problemática da criança pode fazer com que se determinem na mesma objetivos, muitas vezes inatingíveis dada a natureza do problema, exercendo na criança uma forte pressão. Na maioria das vezes, só mais tarde, quando a criança é já mais velha e se relaciona com outros jovens da sua idade, é que os pais, se vêem confrontados com a dura realidade e se apercebem das verdadeiras dificuldades dos seus filhos.

 

   Para os profissionais é muito difícil “chegar” a estes pais que se recusam a aceitar as dificuldades do seu filho(a) e em admitir que tem NEE. Daí que seja importante que os educadores estejam sensibilizados também para os problemas dos pais e que trabalhem no sentido de lhes fazer ver que estão “com eles”, que se preocupam em ajudar a criança a desenvolver as suas competências estabelecendo em conjunto, por exemplo, metas nas suas aprendizagens tendo em conta as suas capacidades. No entanto, quando lidamos com crianças com NEE há uma natural propensão à proteção excessiva, tanto por parte dos pais como dos próprios professores, sentindo a necessidade de os proteger, de os defender, de evitar ao máximo o contacto com o fracasso. Ora, perante este cenário, a criança com NEE fica impossibilitada de conseguir dar respostas a problemas do quotidiano, de conseguir tomar decisões por si, criando, assim, barreiras ao desenvolvimento da sua própria independência social e emocional.

 

   Posto isto, e para que a criança cresça num ambiente social e emocional saudável, é necessário que pais e educadores exerçam uma proteção menos ativa, pois estarão desta forma a contribuir para que a criança desenvolva a sua autonomia, a sua auto-confiança, tornando-se uma criança mais segura de si própria. Tudo isto é possível quando à sua volta é criado um ambiente positivo no sentido de a ajudar a conseguir enfrentar e superar os desafios com que diariamente se debate.

 

   Tendo em conta que todos nós somos seres individuais e únicos com características e capacidades que nos distinguem uns dos outros, é imprescindível que pais e educadores “vejam” e destaquem, sempre que for possível, as capacidades, as qualidades, as particularidades da sua criança com NEE, pois são elas que a tornam um SER ÚNICO.

 

Adaptado por Márcia Fidalgo

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