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 1)  Garanta que o seu filho não falta às aulas, a não ser que seja por um motivo forte. Pode ser tentador evitar o frio lá fora e deixá-lo ficar um pouco mais na cama num dia em que a primeira aula não é de uma disciplina que os pais não consideram importante. Contudo, com o tempo, o seu filho aprenderá que evitar os seus compromissos não é grave, o que influenciará a sua forma de estar, quer pessoal quer profissionalmente no futuro, e se alargará a outro tipo de situações, conduzindo a atitudes de desresponsabilização (decidir faltar às aulas indiscriminadamente, não fazer os TPC nos prazos previstos, não estudar);

 

2) Não permita atrasos. Pontualidade é, além de sinónimo de respeito, sinal de que tudo foi planeado e executado no tempo certo para que não se verifiquem atrasos. Ensinar o seu filho a gerir o seu tempo e a manter-se organizado é das aprendizagens mais importantes que lhe pode oferecer. Estratégias a pôr em prática:

  • Habituá-lo a preparar a mochila na véspera, consultando o seu horário para que não esqueça nenhum material necessário;
  • Ajudá-lo a escolher a roupa para o dia seguinte, deixando-a pronta para vestir;
  • Criar uma rotina de sono adequada para que o levantar seja mais fácil;
  • Ter rotinas semelhantes para si, liderando pelo exemplo, evitando também assim atrasos da sua responsabilidade;

 

 3) Conheça o professor ou diretor de turma do seu filho e esteja presente nas reuniões de pais. Interesse-se e disponibilize-se para trabalhar em equipa com os professores, de forma a continuar em casa o trabalho iniciado na escola. Desta forma, criará um ambiente saudável, onde o professor se sentirá confortável para lhe transmitir informações importantes relativas ao desempenho do seu filho, o que terá um impacto positivo sobre o seu desenvolvimento;

 

4) Converse com o seu filho sobre a escola. Sinta-se interessado pelas suas aprendizagens e dado que o mais normal é os programas serem já muito diferentes dos do seu tempo, peça-lhe que ele lhe explique. Desta forma, o seu filho sentir-se-á importante e replicar o que aprende ajuda-o a reter as matérias;

5) Leia. Zangar-se com o seu filho porque ele não lê é infrutífero se ele não o vir a si a ler. Incentive-o a procurar leituras que lhe agradem, em papel ou formato digital. Frequentem bibliotecas e livrarias com cafetaria, onde possam relaxar e estar em família enquanto leem um livro. Associe prazer à aprendizagem. Verá que é uma questão de tempo.

 

6) Brinque e jogue com o seu filho. Envolva-o nas suas atividades: quando em viagem, dê-lhe o mapa para que ele o ajude a perceber o caminho, peça-lhe que faça a lista das compras e dê-lhe o troco do restaurante para conferir. Joguem ao STOP a caminho de casa, façam palavras cruzadas e sudokus em conjunto e divirtam-se nos serões de fim-de-semana com jogos que envolvam o cálculo, a escrita e a criatividade. Ajude-o a desenvolver-se, brincando.

 

7) Incentive o seu filho a envolver-se numa atividade de tempos livres e não permita que desista. As atividades extra-escola ajudam o seu filho a alargar o seu campo de interesses e podem ser um ótimo aliado para que treine a sua resiliência, auto-motivação, responsabilidade e organização. Muitas atividades, como aulas de músicas ou prática de artes marciais, permitem ainda que o seu filho desenvolva outras competências fundamentais, como a concentração, o trabalho de equipa e a organização mental. Se o se filho escolhe uma atividade, não permita que desista. Com o avançar da prática, é normal que o nível de dificuldade aumente e, associado a isso, a sensação de frustração com as dificuldades que se fazem sentir. Contudo, é precisamente nesse ponto que a prática destas atividades se torna ainda mais relevante, pois a não desistência exige um controlo sobre si próprio e uma auto-disciplina que se relevam fulcrais para o seu desenvolvimento. Assumir um compromisso está, independentemente da natureza do mesmo, sujeito à aceitação das consequências e condicionantes. Não permitir desistências ensinará o seu filho a ponderar melhor sobre decisões futuras, bem como a empenhar-se mais naquilo que decide fazer.

 

Cláudia Pedro

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Quem não se lembra de um avô ou uma avó, ou até mesmo de uma tia velhinha, que nos sentava ao seu colo e nos contava histórias e mais histórias, umas inventadas outras de livro aberto, e nós ainda pequeninos ficávamos deliciados a ouvir no quentinho à lareira.

 

Embora a azáfama diária insista em querer roubar-nos tempo, temos que ter presente a grande importância que estes pequenos momentos de partilha e de interação entre pais e filhos representa. Ao despender de uns minutos ao fim do dia para estar relaxado com o seu filho a ler-lhe uma história, está não só a incutir-lhe o gosto pela leitura, a criar laços de união e cumplicidade entre os dois, mas também a ajudá-lo a apreciar, mais tarde, os estudos com “olhos” de interesse e não de sacrifício.

 

Sempre que o sentar ao seu colo, ou se deitar com ele, a contar-lhe uma história, demonstre entusiasmo e bem-estar à medida que for lendo. Deverá ser uma leitura emotiva, com direito a imitação de vozes (as crianças adoram quando são surpreendidas pelo leitor com vozes diferentes), sempre acompanhado de gestos e expressões – ajudam a estimular ainda mais a imaginação da criança levando a fantasiar e a transportar de alguma forma a história para sua realidade.

 

 Quando as crianças crescem e por vezes se lembram de vos pedir para lhes ler novamente um dos livros da altura em que eles ainda eram bebés, não os censurem. Pensem antes que o seu filho ou filha guardou boas memórias desse tempo e que de certa forma as quer reviver de novo, como que torná-las eternas para si. Não deixe de ler com o seu filho, mesmo quando este já for autónomo e já consiga ler “sozinho”, partilhem o livro dividindo as personagens, por exemplo.

 

Temos de ter presente que momentos como estes de leitura partilhada devem ser um prazer. Tenha sempre em conta que a criança está ali ao seu lado – deixe-a tocar no livro, virar as páginas, observar o que está a ler... À medida que vai lendo, vá apontando para a palavra, deixando transparecer que há uma relação entre a palavra escrita e a que é lida em voz alta, entre a palavra impressa e a reproduzida oralmente.

 

Tornemo-nos Contadores de Histórias para as nossas crianças!

 

Márcia Fidalgo

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Trabalhamos diariamente com as crianças mas insistimos em manter por perto as suas famílias. Sabemos que essa é a forma de ficar a conhecer as suas rotinas, modelos de interação entre si e padrões de expetativas, não só dos pais, mas também dos próprios filhos. Conhecê-los melhor ajuda-nos a ajudá-los melhor na concretização dos seus objetivos.

 

Uma das situações a que assistimos com mais frequência está relacionada com o envolvimento dos pais em todos os espetros da vida dos seus filhos, num nível muito semelhante ao dos primeiros anos de vida. Os pais falam várias vezes com os professores, treinadores e outros profissionais para saber como progride o seu filho, como se comporta, sugerem estratégias para lidar com ele, questionam a sua forma de conduzir as aulas, sessões, treinos... Sabemos que os pais amam os seus filhos de forma incondicional. Sabemos que a sua preocupação com o seu crescimento, sucesso e futuro lhes rouba horas de pensamento e que todas as suas atitudes são em prol da felicidade dos seus filhos.  Não podemos, contudo, esquecer a pressão que por vezes, e sem intenção, é colocada sobre eles.

 

Quando questionamos as crianças, aquilo que muitas vezes ouvimos é:

  1. Sei que os meus pais gostam de mim, mas dão-me tantas instruções que se torna muito cansativo;
  2. Os meus amigos acabam sempre por me gozar quando veem a minha mãe na escola a falar com os professores;
  3. Gosto da minha mãe mas às vezes parece que não confia em mim;
  4. Por mais que tente, nunca estão satisfeitos. Nunca faço as coisas suficientemente bem.

O crescimento dos filhos exige uma mudança na atitude dos pais. Se, enquanto pequenos, era fundamental que os pais regulassem todas as suas atividades e supervisionassem todas as suas responsabilidades, à medida que crescem, é necessário garantir a sua autonomia. É importante que, de forma gradual, lhes sejam dadas tarefas e responsabilidades que deverão resolver sozinhos. Crianças autónomas são crianças mais confiantes, que acreditam conseguir resolver as situações com que se deparam, que conseguem desenvolver novas estratégias para se adaptar a maiores desafios e que, apoiados nas suas pequenas vitórias, crescem fortes.

 

Ser pai e ser mãe é dar aos seus filhos os conhecimentos, as regras, os sentimentos e os valores que eles precisarão para voar por si. É tal e qual como quando os ensinou a andar, recorda-se? Primeiro deu-lhes as mãos e depois afastou-se um pouco, forçando os primeiros passos. Dia após dia, os passos tornaram-se mais seguros, as pernas mais fortes e, em menos de nada, eles já corriam…

 

O que deve dizer então aos seus filhos para que eles se tornem mais fortes e felizes? Segundo as pesquisas publicadas, as 3 frases mais saudáveis que pode dizer aos seus filhos é:

 

Antes da ida para a escola/ para o teste/ para o jogo importante:

1)      Diverte-te!

2)      Dá o teu máximo!

3)      Adoro-te.

 

Depois da chegada da escola/ do teste/ do jogo importante:

1)      Divertiste-te?

2)      Estou orgulhoso/a de ti!

3)      Adoro-te.

 

Sentir-se bem por ver o seu filho crescer, orgulhar-se das suas atitudes e das suas aprendizagens e mostrar-lhe que adora assistir às novidades que traz todos os dias para casa  é a melhor forma de amar o seu filho.

 

Cláudia Pedro

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Felicidade, medo, angústia, alívio… muitos são os sentimentos que se fazem sentir na reta final da gravidez. A ansiedade, própria de quem espera pela hora H, deve dissipar-se ao máximo, por isso é fundamental preparar o nascimento com alguma calma e antecedência para que todas as atenções se voltem plenamente para a mamã e o seu bebé.

 

Uma das maiores preocupações da pré-mamã é a mala que levará para a maternidade, mas é fundamental ter em atenção outras necessidades fundamentais do bebé. Aqui encontra uma lista das coisas que não poderão faltar no momento de preparar a chegada do seu filho, que poderá descarregar gratuitamente e imprimir.

 

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"Quem alimenta, cuida"

por centrosermais, em 21.01.14

Ao pensar “O meu filho está mais gordinho, será normal para a idade?; poderá estar a sofrer ou vir a sofrer de obesidade?”, já está sem querer a ajudar o seu filho. Ou seja, ao pensar desta forma, relativamente ao facto se o seu filho está ou não a sofrer de sintomas de obesidade infantil, só demonstra que é um pai ou uma mãe preocupado com o bem estar do seu “mais que tudo”.

 

É importante, assim que se aperceber de que algo pode estar a caminhar no sentido errado, agir o mais depressa possível. Ler sobre o assunto e falar com outras pessoas que já passaram ou estão a passar pelo mesmo, poderá ser o primeiro passo a dar, pois desta forma sente que não está sozinho e ajudá-lo-á a ganhar confiança e mais capacidades para aprender a lidar com a situação.

 

Em seguida e sabendo que a obesidade não é facilmente tratável, é impreterível a sua prevenção, e começar desde logo a procurar soluções alternativas à nossa atual Educação Alimentar (bem sabemos que, muitas vezes, se baseia em refeições fast-food).

 

Como estratégias de prevenção é-nos sugerido, na literatura: uma relação positiva com a alimentação, incentivar aos bons hábitos alimentares, acompanhados sempre, e de muito perto, de exercício físico.

 

A prevenção tem, assim, como principal objetivo incitar os mais jovens a optarem por uma vida mais saudável e a incutirem essa ideia uns nos outros.

 

Pode ter a certeza, pai ou mãe, que quando crescerem e se tornarem homens e mulheres adultos, os seus filhos vão-lhe agradecer, porque “quem alimenta, cuida”.

 

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Dislexia - Uma abordagem global

por centrosermais, em 21.01.14

“Muitas pessoas pensam que ler é um dom. Algo natural, como escovar os dentes ou abrir o guarda-chuva quando começa a chover. Mas se não se conseguir ler, até as pequenas escolhas se tornam numa ansiedade. O sentimento é terrível. Nunca esquecerei o que passava quando tinha que escolher um cartão de aniversário para a minha mãe. (…)”

 

 

Não há dúvida que para crianças disléxicas a leitura, o reconhecimento das letras, a sua escrita são dificuldades que tornam o desenvolvimento das suas aprendizagens mais dificultado. No entanto, temos de ter em conta que a dislexia atinge várias pessoas de diferentes formas – alguns dos disléxicos, com dificuldades na leitura e na escrita, revelam-se muito competentes no que respeita à oralidade, outros apresentam dificuldades em encontrar a palavra certa para aquilo que querem dizer; uns apresentam um bom raciocínio matemático, enquanto que outros invertem ou trocam os números tal qual como fazem com as letras.

 

Infelizmente, ainda há, atualmente, crianças disléxicas a serem alvo de diagnósticos mal feitos, sendo rotuladas, muitas vezes de “atrasadas” e colocadas em turmas especiais, junto de crianças com baixos níveis de aprendizagem.

 

Temos de perceber que a dislexia não atinge somente a população economicamente desfavorecida. Há disléxicos com um elevado nível económico, outros com um nível económico mais baixo.

 

Pois não é por acaso, que mesmo passando por estas dificuldades, ainda que uns com maior outros com menor intensidade, algumas pessoas se destacaram de forma bastante notável no desempenho das suas atividades tanto na literatura, na ciência, no desporto, como no cinema, na pintura, na política, entre outros – Albert Einstein, Agatha Christie, Charles Darwin, Gustave Flaubert, Robin Williams, Tom Cruise, Vincent Van Gogh, Winston Churchill, Ben Johnson, etc.

Adaptado por Márcia Fidalgo

 

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Que os dias felizes sejam sempre mais longos...

por centrosermais, em 21.01.14

 

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*NOVO* Consulta de Nutrição Ser Mais

por centrosermais, em 20.01.14

     Os bons hábitos alimentares são essenciais para uma boa saúde, quer física quer psicológica. Os pais, como peças fundamentais na educação alimentar, devem esforçar-se por desenvolver estes hábitos ainda durante a gestação e adaptá-los ao desenvolvimento dos seus filhos, de modo a satisfazer todas as necessidades nutritivas para um crescimento saudável.

 

     As consequências de uma má alimentação ainda numa fase precoce da vida de uma criança poderão condicioná-la a nível físico, psicológico e também social, comprometendo o seu bem-estar e felicidade.

 

     Assim, os pais devem apostar na prevenção, apoiada na educação alimentar da sua família.

 

     O Ser Mais disponibiliza consultas de Nutrição que se adequam às diferentes etapas da vida familiar:

     - Nutrição pré-gravidez;

     - Nutrição na gravidez;

     - Nutrição pós-parto;

     - Nutrição na infância e adolescência

 

     “Quem alimenta, cuida.”

 

     Consulte-nos!

 

 

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Alguns estudos recentes indicam que os indivíduos utilizadores de Comunicação Aumentativa apresentam graves dificuldades de aprendizagem de literacia, ou seja, dificuldades ao nível da leitura e da escrita. Estas dificuldades devem-se em grande parte ao facto das oportunidades de aprendizagem serem muitas vezes limitadas, bem como o acesso aos materiais e à experiência da leitura e da escrita (tanto em casa como na escola). Sendo a educação um direito para todas as crianças torna-se necessário não só que as atividades curriculares, para crianças com problemas ao nível da fala (com Sistema Comunicação Aumentativa) devam ser previamente adaptadas e organizadas de modo a premiarem uma participação mais ativa (através por exemplo, de símbolos gráficos com possível recurso a tecnologias de apoio) como proporcionar um ambiente rico em oportunidades de comunicação, promover atividades funcionais e motivadoras e garantir um envolvimento mais ativo em eventos de Literacia.

 

Na medida em que ler e escrever pode-se tornar num meio precioso para ultrapassar muitas das suas limitações graves, estas medidas/estratégias mencionadas anteriormente tendem a promover todo um processo de aprendizagem e socialização. Posto isto, e tendo em conta que todo este processo quanto mais cedo for posto em prática melhor, é de extrema necessidade adaptar a sala de aula equipando-a com símbolos gráficos e tecnologias de apoio. É fundamental, ter noção de que a criança é uma criança e como tal deverá ter o seu “mapa de comunicação”, essencial à sua comunicação com o “outro” (estes mapas incluem informações relacionadas com o seu modo de comunicação, bem como instruções de como pode ser usada). Estas tabelas (mapas) devem estar preparadas para que as crianças sejam capazes de as utilizar com sucesso, para isso será sempre necessário fazer uma seleção de acordo com as suas capacidades motoras, de uma interface de acesso à tecnologia de maneira a facilitar a sua interação/participação nas atividades curriculares. Estes mapas deverão sempre ser elaborados tendo em conta a atividade em curso, contendo toda a informação (vocabulário) relativa à mesma. Esta elaboração será feita de forma a que a criança participe ativamente em atividades como canções infantis, jogos simbólicos, atividades de culinária, histórias, entre outras. Acaba por ser uma forma destas crianças, diariamente poderem estar e sentirem-se envolvidas em tarefas que de alguma maneira favorecem o desenvolvimento inicial de aquisição da literacia de um modo interativo e natural.

Assim sendo, a importância da literacia em Intervenção Precoce torna-se cada vez mais fundamental dando origem ao conceito “Literacia Emergente”. Conceito este que é definido de uma maneira geral por alguns autores como aquilo que as crianças conhecem e sabem acerca da leitura e da escrita antes de iniciar qualquer tipo de ensino mais formal. É importante, então, não só pensar na aquisição destas duas competências como um processo contínuo que se desenvolve logo desde o nascimento, tal qual o processo de aprendizagem da linguagem, como também entender que as capacidades de ler, escrever, ouvir e falar desenvolvem-se em sincronia e interrelacionadas (e não de um modo sequencial).

 

O contacto com histórias, logo desde muito cedo, é considerado primordial no desenvolvimento da linguagem. Isto porque através da leitura das histórias a criança aprende a estar atenta e a dar significado aos livros (interpretar imagens, falar sobre os acontecimentos). Mas para isso é fundamental que a criança passe de um mero espetador passivo para um mais ativo e participativo, contribuindo para um momento de interação entre a criança e o adulto (se possível diário). Para que tal aconteça é importante criar diferentes materiais adequados a cada história, de maneira a facilitar a sua participação durante e pós leitura (reconto).

Em suma, o recurso a estratégias de intervenção adequadas às incapacidades graves da criança, possibilita não só o progresso das suas capacidades de literacia durante a leitura de histórias como também aumenta as suas capacidades de autonomia da leitura.

 

Adaptado por Márcia Fidalgo

 

 

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Tecnologias de Apoio para a Comunicação

por centrosermais, em 14.01.14

Ao conjunto de equipamentos e mecanismos que auxiliam o seu utilizador a exprimir-se dá-se o nome de “tecnologias de apoio para a comunicação”.

 

Estas Tecnologias de Apoio surgem como um meio fundamental para ultrapassar barreiras físicas, sempre com um objetivo de contribuir para um aumento da qualidade de vida do individuo com deficiência ajudando-o a superar e a resolver os seus problemas funcionais. Estas tecnologias devem, também, ser entendidas como parte integrante do Sistema de Comunicação e não de forma isolada, devendo ser tidas como uma alternativa facilitadora de sucesso quando a criança não consegue viver experiências novas pelos seus meios naturais. A avaliação das carências, das necessidades de comunicação, é uma forte influência, posteriormente, na escolha de determinada tecnologia de apoio para a comunicação.

 

Colocando a criança com disfunção motora em contacto (o mais cedo possível) com estas tecnologias de apoio vai permitir trabalhar e aumentar o seu nível de autonomia e participação na sociedade como membro ativo. Assim sendo, estas ajudas técnicas vão permitir não só transmitir uma mensagem, mas também facilitar o processo de interação (ou seja, a comunicação com o meio envolvente) revelando-se um apoio essencial ao processo de ensino-aprendizagem. Isto porque, uma criança com deficiência neuromotora grave (com consequente problema na fala) só transmitirá algum tipo de mensagem se tiver um dispositivo com símbolos e se os puder produzir e selecionar. Seguindo esta linha de pensamento, estas técnicas devem, então, ser pensadas e elaboradas de acordo com as suas necessidades e respondendo a algumas questões que devem ser tidas em conta: como, quando e onde vai ser utilizado?; quais as suas capacidades cognitivas?; quais as expetativas do próprio utilizador?; e que tipo de mensagens devem estar ao seu dispor?.

 

No entanto, além destas técnicas de ajuda tem de se pensar numa forma eficaz do indivíduo transmitir o símbolo selecionado. Para isso, e dependendo do grau de dificuldade, podem-se optar pelos seguintes métodos de seleção: seleção direta e seleção por varrimento. Na seleção direta o utilizador aponta diretamente para o símbolo selecionado. Este processo pode ser realizado através do toque (dedo ou outra parte do corpo – sem ajuda), através do recurso a um dispositivo que sirva de interface entre o utilizador e o suporte de símbolos (ponteiro luminoso – com ajuda) ou ainda através da fixação do olhar num símbolo (eye-pointing – sem ajuda). Na seleção por varrimento os utilizadores são maioritariamente indivíduos cujas incapacidades motoras os privam de utilizar um método de seleção direta. Este método consiste basicamente na oportunidade de escolher os símbolos de modo sequencial dando a conhecer ao seu parceiro de Comunicação o símbolo escolhido através de um símbolo predefinido entre ambos.

 

No caso das crianças com deficiência motora grave, as atividades pedagógicas devem ser pensadas e elaboradas de maneira a minimizar as suas dificuldades ao nível das aprendizagens e de maneira a que também elas tenham experiências significativas sentindo-se mais motivadas e interessadas para aprender. Posto isto, também aqui são utilizadas algumas tecnologias de apoio como o tabuleiro de comunicação feitos de materiais diversos e para as diversas áreas. Estes tabuleiros podem ser manuais (brinquedos), elétricos (relógio indicador que permite a escolha de símbolos por varrimento) ou eletrónicos (digitalizadores de fala que permitam a gravação e emissão de fala). A brincadeira é um ato social e de desenvolvimento pessoal fundamental para qualquer criança, porém uma criança que não possa participar em atividades lúdicas perde a possibilidade de vivenciar um desenvolvimento normal. Assim sendo, também estas crianças com problemas motores graves devem ter a oportunidade de participar em atividades lúdicas e uma das formas é recorrendo a brinquedos apropriados às suas idades e capacidades de forma a estimular o desenvolvimento sensório-motor e a coordenação óculo-motora.

 

O recurso às tecnologias de apoio, quer de forma isolada quer em conjunto com outro modo de comunicação, torna-se assim indispensável ao individuo com deficiência proporcionando-lhe oportunidades de desenvolivmento pessoal e social.

 

Adaptado por Márcia Fidalgo.

 

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