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"Falar à bebé" é normal?

por centrosermais, em 28.04.14

Quando existe uma dificuldade em produzir os sons da língua pela incapacidade motora / articulatória, relacionada com alterações das estruturas anatómicas e fisiológicas envolvidas na produção de fala, podemos colocar a hipótese de a criança ter uma perturbação articulatória ou Dislália que compromete a forma como fala.

 

Um dos sinais mais comuns da perturbação de articulação é a omissão de um som (“pato” em vez de “prato”), substituição de um som por outro (“uápis” em vez de “lápis” ) e distorção de um som (falar à “sopinha de massa”).

 

É na verdade o comummente chamado “falar à bebé” que deixa os pais sempre tão confusos em relação a como agir. Se, por um lado, sabe bem ouvir o filhote já crescido falar ainda um pouco à bebé relembrando os primeiros tempos de vida, por outro, o facto de não estar a existir um correto desenvolvimento da linguagem pode ser sintoma de alguma outra questão a que é preciso dar atenção. Até aos 4 anos a criança pode ainda apresentar algumas falhas na fala. Contudo, é esperado que depois dessa idade, o mesmo não aconteça.

 

As dificuldades na produção de sons assumem várias consequências ao nível da interação social, em que as crianças estranham e tendem a fazer troça dos meninos que não falam corretamente, ao nível do rendimento escolar, uma vez que problemas na fala conduzem a problemas na leitura e na escrita dificultando consequentemente a compreensão e aquisição dos conteúdos, e por último a nível laboral.

 

Deve marcar uma consulta em Terapia da Fala se o seu filho…

… Falar de uma forma demasiado imatura para a sua idade;

… Falar de forma “estranha”, produzindo alguns sons diferentes do que seria esperado;

… Tiver um discurso impercetível;

… For gozado pelos colegas devido à forma como fala.

 

Informações: geral@centrosermais.com

 

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A matemática não é nenhum “bicho-papão”!

por centrosermais, em 28.04.14

   A matemática não é, de facto, nenhum bicho-papão, nem deve ser vista como tal. Mas infelizmente, para a maioria dos nossos alunos é a disciplina que mais dores de cabeça lhes dá. No 1º ciclo, antes mesmo de saberem que “2+2 são 4”, já olham para a matemática com cara de “poucos amigos”. Esta aversão tem de lhes ser desmistificada, no sentido de perceberem que a matemática acompanha-nos diariamente em tudo o que fazemos: desde a simples distribuição de guloseimas pelos amigos à forma como colocamos os atacadores nos ténis (Burkard Polster, matemático australiano, verificou que, para um sapato com duas filas de cinco ilhós cada uma, existem 51840 maneiras diferentes de enfiar os atacadores).

 

   No entanto, é preciso entender que o sucesso do aluno a matemática não passa só pela escola ou pelo professor, passa, fundamentalmente, pela vontade do aluno em querer aprender. Dessa forma, há todo um “trabalho de casa” que também deve ser feito e trabalhado pelos pais em conjunto com a escola.

          

   Aquilo que os pais devem evitar:

  • Justificarem os insucessos do seu filho com o facto de também não terem sido uns bons alunos a matemática;
  • Darem-lhe a entender que a matemática é uma área sem utilidade e que é difícil;
  • Dizerem-lhe que não o conseguem ajudar, porque a matemática nunca foi o vosso forte e como tal não percebem nada.

           

   Aquilo que devem fazer:

  • Ainda que não tenham sido bons alunos, dedicarem um pouco do vosso tempo, sentarem-se com o vosso filho e pedirem, por exemplo, para ele vos explicar aquilo que aprendeu – peçam-lhe para vos dar um exemplo de um exercício ou de um problema trabalhado em aula;
  • Levarem o vosso filho a olhar a matemática como um desafio e não como um “bicho-papão”;
  • Valorizarem as suas pequenas conquistas;
  • Exigirem-lhe que pratiquem numa folha à parte os exercícios trabalhados, por exemplo, em aula, verificando a solução pelo caderno, no fim. É uma forma de não só criarem hábitos de estudo como também de relembrarem o que foi dado na aula;
  • Envolverem-no em pequenas tarefas e situações do dia a dia, como por exemplo: acompanhá-los nas compras e ser ele a conferir o troco; arrumar os seus livros, organizando-os do maior para o mais pequeno; ajudar na cozinha, na confeção de um bolo; entre outras.

    Não esqueçamos que a matemática acompanha o nosso dia a dia. Segundo Crato, no seu livro A Matemática das coisas, “O séc. XX não teria sido, (…) o século mais revolucionário da história da ciência sem os extraordinários desenvolvimentos obtidos na matemática.”

 

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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Para o adulto que se depara com a agitação dos dias longos cheios de responsabilidades e desafios que nem sempre acredita poder conseguir superar, a infância/ adolescência é geralmente vista como a época da brincadeira e dos sonhos, onde os dias correm felizes e os medos são meros caprichos.

 

Não é raro ouvirmos os pais perguntar aos seus filhos “mas estás cansado de quê? A única coisa que tens que fazer é estudar!” ou, numa postura completamente diferente também escutamos “ansioso com os testes? Mas a que propósito é que agora ficas com medo das notas? Tens sempre tão bons resultados, estás a exagerar!”.

 

Devido aos grandes avanços que têm sido feitos ao nível do conhecimento que temos sobre o desenvolvimento infantil, percebe-se hoje que a primeira fase da vida está repleta de acontecimentos com os quais nem sempre a criança consegue lidar e/ ou ultrapassar, o que pode representar para si um sofrimento capaz de comprometer o seu crescimento saudável, a nível intelectual, afetivo e até físico.

A perda de um familiar, o divórcio dos pais, a pressão sobre o desempenho escolar e os conflitos com os colegas ou mesmo episódios de bullying pode conduzir a criança ou adolescente a quadros de sintomas que surpreendem quem os rodeia: isolamento, agressividade, rebeldia, alterações nos hábitos alimentares (recusa de comida ou ingestão compulsiva).

 

Quais os sinais que deve então ter em consideração para perceber se o seu filho está a precisar da sua ajuda?

 

 - Perda significativa de peso ou diminuição do apetite;

- Insónias ou sonos demasiado longos;

- Cansaço ou falta de energia;

- Desvalorização de si próprio ou sentimento de culpa;

- Diminuição da capacidade de concentração;

- Dificuldade em tomar decisões;

- Pensamentos recorrentes sobre morte e/ ou suicídio;

- Tristeza ou irritabilidade;

- Queixas físicas não específicas;

- Faltas frequentes à escola e fraco desempenho escolar;

- Aborrecimento frequente, principalmente em atividades que anteriormente eram prazeirosas

- Consumo de álcool e de outras substâncias;

- Irritabilidade, raiva, hostilidade;

- Comportamentos inconsequentes;

 

Embora nem sempre a presença destes sintomas possa significar por si só a existência de um quadro depressivo, é fundamental prestar-lhes a atenção devida tão atempadamente quanto possível para poder atuar e forma consciente e eficaz, devolvendo o bem-estar à criança.

Se identifica estes sinais no seu filho ou se está preocupada porque sente o seu filho diferente e não consegue perceber o que passa, procure um profissional. Consulte-nos para um rastreio gratuito.

 

Cláudia Pedro
Psicóloga Clínica

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“Vamos brincar?” – Brincar é pesquisar!

por centrosermais, em 24.04.14

            Começo, hoje, este artigo com uma frase que vi há uns dias na página da Fundação do Gil “Brincar é a mais Elevada forma de Pesquisar” de Albert Einstein. Não podia estar mais de acordo com o seu conteúdo, na medida em que o ato de brincar é muito mais que uma mera atividade de diversão. O brincar com os pais, com os colegas da escola, com os amigos da rua passa a ser, também, um processo educativo que vai permitir desenvolver na criança as suas capacidades de comunicação, de entreajuda, de exploração do mundo que a rodeia. Esta “diversão” aliada à vontade de aprender é meio caminho para uma educação de excelência, para uma educação mais completa. Segundo a psicóloga Isabel Êmpis, a estimulação da criatividade, o simples ato de brincar ajuda ao desenvolvimento da sua capacidade de pensar, ou seja, é desta forma que, logo desde pequenina, a criança começa a organizar o seu pensamento.

            Não descurem as brincadeiras com os vossos filhos, ainda que a vontade de brincar pareça nascer com o bebé, de forma espontânea, continuem sempre a incentivar e a participar ativamente nas suas brincadeiras. Vão ver que se tornam crianças muito mais felizes.

 

Márcia Fidalgo

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“Saber esperar é uma virtude!” – onde é que já não ouvimos esta expressão ou, melhor ainda, quem é que ainda não a disse ao seu filho ou ao seu aluno? Não há dúvida, e penso que concordarão comigo, que esta é uma aprendizagem fundamental na vida das nossas crianças. Compreender e interiorizar a noção de que podemos fazer muitas coisas, mas que, por vezes, nem tudo é possível, pelo menos da maneira como queremos. É um conceito bastante importante e necessário que deve ser introduzido no quotidiano das crianças logo desde muito cedo.

 

As frustrações também devem fazer parte desta aprendizagem. As crianças que se confrontam com algumas deceções na sua infância, ou até mesmo na adolescência, são adultos capazes de lidar com as advertências da vida, capazes de dar a volta por cima, adultos que não cruzam os braços.

 

 

 

  Mas e então, podem estar vocês a perguntar, quando é que podemos dizer Sim e quando é que devemos dizer Não? O “Sim” devemos dizer sempre que for possível, sabe bem dizer sim, as crianças e os jovens ficam felizes e por consequência nós também. O “Não” sempre que for necessário, sempre que houver um motivo ou uma razão concreta. 

 

É importante e fundamental que a criança compreenda que as regras existem porque fazem sentido que existam, ou seja, que percebam que as regras foram criadas para proteger a sua vida e ajudar a desenvolver e a construir relações sociais – viver em comunidade.

Educar uma criança é, de facto, um processo bastante desafiador e com situações por vezes inesperadas, no entanto devemos aproveitar ao máximo todos os momentos, pois é a melhor via a fim de conseguirmos alcançar os nossos objetivos: garantir o bem estar, orientar e proteger as nossas crianças.

 

Ensinar a “saber esperar” não é, de todo, uma tarefa fácil, mas lembrem-se que não é impossível e que o importante é não desistir – a pouco a pouco aprendem a ter paciência e mais tarde descobrirão porque é que é “Saber esperar é uma virtude!”…

 

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e Educação Especial

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Novidade para os clientes Caixa!

por centrosermais, em 15.04.14

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E o que é que faço para lhe tirar a fralda?

por centrosermais, em 08.04.14

Pedir atempadamente para ir ao wc, evitando sujar a fralda é um momento muito importante no desenvolvimento de qualquer criança. Mas, como em tudo, todas as crianças são diferentes entre si e, por isso, não há um tempo certo, fixo, para que aconteça. Este sinal de autonomia tão ansiado pelos pais é o culminar de um percurso que deve começar bem cedo.

 

Por onde começar?

Ajudar o vosso filho a deixar as fraldas pode ser um processo frustrante e prolongado. Não se desanimem se, ao final de alguns meses, o vosso filho ainda se descuidar. Nalguns casos, deixar completamente as fraldas pode chegar a demorar um ano, o que requer paciência, persistência e a compreensão de que cada criança cresce ao seu ritmo e que acelerar o processo pode comprometer o desenvolvimento físico e emocional do vosso filho.

  • Quando o vosso filho suja a fralda, digam-lhe “fizeste cocó”, “fizeste xixi”;
  • Enquanto mudam a fralda, conversem com o vosso filho sobre o que estão a fazer. Digam-lhe sem pudor que estão a “limpar o cocó” ou a “limpar o xixi” e que assim se sentirá “melhor”, “mais fresquinho”;
  • Deixem que o vosso filho esteja convosco quando utilizam o wc. Expliquem-lhe que é ali que os mais velhos fazem as suas necessidades e que também ele um dia usará a sanita em vez de fazer na fralda;
  • Guardem um momento do seu dia para ler para o vosso filho. Um momento calmo, especial que capte a sua atenção. Mais tarde, será mais fácil associar esses momentos às idas ao bacio;
  • Tornem o vosso filho mais autónomo. Incentivem-no a fazer as suas coisas: comer com os seus talheres, puxar as calças;
  • Ensinem-no a responder a algumas tarefas, como arrumar os seus brinquedos, ir buscar objetos específicos;

 

A chegada do bacio…

  • Comprem um bacio confortável, apelativo e fraldas elásticas, próprias para o treino de bacio;
  • Coloquem-no no local onde o vosso filho costuma brincar e deixem-no familiarizar-se. Deixem-no brincar com o bacio, sentar-se nele mesmo que vestido. Quando o sentirem confortável com o objeto, mudem-no para o wc;
  • Leiam-lhe livros infantis sobre autonomia e ida ao bacio;
  • Deixem-no sentar-se no bacio;

 

Como dar início ao treino?

  • Substituam as fraldas normais pelas fraldas elásticas, e optem por roupas fáceis de despir, como calções, saias, calças sem botão;
  • Estabeleçam uma rotina: Ao acordar, depois das refeições, antes de sair de casa e antes de ir dormir, levem o vosso filho ao bacio;
  • Seja menino ou menina, iniciará o treino sentado. Ensinem o vosso filho a colocar o pénis para baixo quando está no bacio para que faça o mesmo quando progredir para a sanita;
  • Se percebem que o vosso filho está com vontade, levem-no ao bacio naturalmente, sem dar muita importância ao assunto;
  • Quando terminar, elogiem-no. Digam-lhe que está muito crescido e responsável, assim, estarão a premiar os seus movimentos de autonomia, incentivando-o a progredir ainda mais;
  • Ajudem-no a relaxar. Conversem calmamente, leiam-lhe uma história, cantem!
  • Não se esqueçam de incluir a lavagem das mãos a seguir ao bacio;
  • Nos primeiros meses, é normal haver alguns descuidos. Preparem-se mentalmente para trocar ainda alguns lençóis depois de iniciar o treino :-)
  • Se o vosso filho mostrar aversão ao bacio, se gritar ou se recusar, não o forcem. Pode não ser ainda a altura certa. Mudem de estratégia, mantenham-se calmos;

 

Qual o momento certo para deixar a fralda definitivamente?

Quando o vosso filho se mantiver seco durante grande parte do dia, podem retirar a fralda. Reforcem, contudo, a ideia ao wc várias vezes ao dia. Por vezes, as crianças entretém-se a brincar e acabam por adiar tanto a ida ao wc que podem não conseguir evitar fazer nas cuecas.

 

Numa fase intermédia, mantenham a fralda elástica durante a noite. O controlo dos esfíncteres (músculos que controlam a saída de fezes e urina) desenvolve-se entre os 2 e os 5 anos de idade e o seu filho pode precisar de mais algum tempo até conseguir controlá-los durante a noite. Quando o vosso filho conseguir acordar várias vezes com a fralda seca, pode ser altura de retirá-la definitivamente.

 

Lembrem-se que os pais são os principais aliados da criança no seu processo de crescimento. O vosso filho precisa de vocês pacientes, atenciosos, carinhosos e dispostos a perdoar algumas falhas e descontrolos que possam ocorrer.

 

Amem o vosso filho, o resto acontecerá ;)

Cláudia Pedro

 

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Na minha profissão deparo-me com todo o tipo de crianças – bem educadas, menos bem educadas, insolentes, humildes, atenciosos, arrogantes… –, crianças essas que muitas vezes espelham a educação que têm em casa. A Educação deve começar sempre na família que é o pilar, a base de sustentação para a vida. Durante a minha infância, tanto para mim como para o meu irmão, sempre foi claro o que era e não era permitido. Os meus pais sempre tiveram a preocupação de nos ensinar que para tudo na vida há limites, mas que esses limites não são obstáculos à liberdade, são antes os caminhos que devíamos abraçar afim de podermos fazer as nossas escolhas – escolher entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira…

 

Estabelecer limites é de facto importante, na medida em que ajuda a criança a entender que há coisas que pode fazer e outras que não pode, perceber o que lhe é permitido (de acordo com a idade). É neste sentido que vos apresentamos este artigo acerca da importância do “Não”. Podemos começar por colocar a questão: devemos ou não explicar o “não”?; devemos ou não entrar em detalhes?. Ora bem, segundo alguns autores, depende das idades: focando-nos nos primeiros anos de vida, fase em que não há lugar a grandes explicações, os “Nãos” devem ser claros e precisos sempre que a criança se encontrar em situação de perigo – perto de umas escadas, à beira de uma piscina, perto de tomadas ou do fogão, próximo de detergentes ou medicamentos… Temos de ter presente que o “não” pode tornar-se um instrumento essencial na educação para a segurança.

 

Hoje em dia temos famílias que parecem amedrontadas perante tal palavra, muitas vezes ao mesmo tempo que dizem “não” deixam transparecer quase que um pedido de desculpas, sentem-se mal por estarem a ser mais ríspidas com a criança. É importante que os pais entendam que para ser um bom educador não é necessário ser-se ditador, basta mostrar-se seguro de si próprio aquando da repreensão. Lembro-me que à minha mãe bastava-lhe “abrir os olhos”, que tanto eu como o meu irmão já sabíamos o que ela queria dizer. As crianças sentem-se protegidas e mais seguras quando sentem que o progenitor é um adulto também ele firme e confiante no que faz ou diz. Um “não” seguro de si e na altura certa, é um “sim” no futuro da vida daquela criança.

 

Todavia, como tudo o que é em excesso não faz bem, o “não” de forma aleatória também não é exceção. Segundo a pediatra Ana Rubio, há algumas situações que devemos ter especial atenção:

            - evitar repetir com frequência o “não faças isso”; “não saltes”; “não corras”… há uma tendência para que as crianças se tornem indiferentes à palavra “não”;

            - reservar o “não” para assuntos realmente sérios e válidos: principalmente situações que ponham em risco a segurança da criança.

            - evitar contradições, ou seja, ao mesmo tempo que se diz “não se bate” estar a dar-lhe uma palmada.

            - evitar recorrer ao “não” e sorrir ao mesmo tempo, por mais engraçada que seja a situação, é importante manter uma postura séria e firme.

           

Lembremo-nos que quanto educadores e formadores estamos ajudar a criança a encontrar o seu caminho e que todos os “nãos” da sua vida se transformarão num futuro mais saudável.

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e Educação Especial

 

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Que livros devo ler aos meus filhos?

por centrosermais, em 02.04.14

A literatura infantil tem sido, ao longo das últimas décadas, alvo do estudo de vários investigadores. Tenta-se perceber de que forma e que a literatura infantil influencia o desenvolvimento das crianças nos seus diferentes espectros, não só cognitivo como também emocional.

 

Os livros infantis, acredita-se, ocupam neste momento o lugar das antigas Lendas e Mitos e tornam-se o primeiro grande contacto com aquelas que serão as suas aprendizagens futuras: a da língua materna, das palavras, da gramática, da métrica. Não obstante, o livro representa ainda um forte elemento de reforço da relação emocional entre pais e filhos e arrisca-se a ser o responsável de grandes memórias de infância transportadas até à idade adulta :)

 

O desenvolvimento da criança dá-se ao longo de diferentes estádios, nos quais as crianças adquirem competências que as capacitam para novos desafios. Neste sentido, é interessante que escolhamos os livros que lhes lemos em função do estádio em que se encontram. Desta forma, conseguimos garantir que a criança compreenderá toda a mensagem que o livro pretende transmitir e que o livro se torna em si uma ferramenta que estimula a passagem para novos estádios.

 

Juan Cervera, partindo do modelo de desenvolvimento infantil de Piaget, faz as seguintes sugestões:

 

- Até aos 2 anos: rimas infantis, livros com imagens simples e livros com jogos;

- Dos 2 aos 7 anos: contos, livros de imagens e texto, fábulas. As atividades de leitura deverão incluir imitação/ dramatização dos personagens;

- Dos 7 aos 11/ 12: Contos fantásticos, leitura fantástico-realista, aventuras, livros sobre animais, outras culturas e outros países e ciência, estimulando o conhecimento pelo Mundo;

- Dos 11/ 12 até aos 15: Livros de mistério e aventuras, ação e romance.

 

Cláudia Pedro

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