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Sabe como evitar o afogamento nas crianças?

por centrosermais, em 29.06.14

A morte por afogamento é, ainda hoje, a 2ª maior causa de morte infantil acidental, segundo dados da Unicef. Por ano, verificam-se cerca de meio milhão de mortes por afogamento entre as crianças. Quando os casos não são fatais, os mesmos resultam em hospitalização. Nestes casos, os prognósticos tendem a ser reservados e as crianças acabam muitas vezes por ficar com lesões neurológicas permanentes, compromentendo-as e à sua família a nível social, financeiro, e de saúde.

 

Calcula-se que, por cada criança que morre, existem outras duas que ficam com incapacidades para toda a vida. O afogamento é assim considerado um dos acidentes com maior impacto financeiro nas famílias ao longo da vida, dado que exigem cuidados de saúde e custos económicos continuados.

 

Os rapazes continuam a constituir a maior percentagem das vítimas e a faixa etária mais atingida são as crianças até aos 4 anos (50% dos internamentos e 37% dos recortes de imprensa). O local onde menos afogamentos ocorrem é na praia (18%).

 

Contudo, o perigo não existe apenas na praia ou nos rios. As crianças tendem a explorar tudo em seu redor e um simples balde de água pode captar a sua atenção, revelando-se fatal. Dado o corpo pequeno das crianças e o peso da sua cabeça, é fácil cair dentro de um balde com os pés para cima, perdendo assim a capacidade de voltar a endireitar-se. Como não nos é possível ouvir os sons emitidos debaixo de água, não é fácil socorrê-los a tempo. Bastam 3 dedos de água para que uma criança se afogue. "A morte por afogamento é rápida e silenciosa" (campanha APSI 2003).

 

A única forma de garantir a segurança dos seus filhos é a supervisão constante e absoluta. Algumas recomendações importantes:

- Impeça o acesso a baldes, alguidares, banheiras, tanques e sanitas;

- Se tem piscina, deve vedá-la com uma cerca alta, com grandes verticais e espaçadas de forma a que a criança não consiga passar entre as traves nem prender os pés de modo a trepá-la. O fecho da vedação deverá ser colocado para o lado interior da piscina;

- Inscreva os seus filhos em aulas de natação;

- Coloque colete salva-vidas nos seus filhos. As braçadeiras não são viáveis dado que escorregam dos braços e as bóias de cintura podem levar a que a criança se vire, perdendo a capacidade de se endireitar;

- Não deixe que os seus filhos estejam sozinhos perto da água.

 

Veja o vídeo que se segue sobre como agir em caso de perigo de afogamento:

 

 

Boas férias!

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Plano de consultas infantil e juvenil

por centrosermais, em 29.06.14

O crescimento e desenvolvimento de uma criança constitui uma preocupação central para os pais. Neste sentido, é fundamental um acompanhamento médico rigoroso que permita avaliar o crescimento das crianças e dar a conhecer aos pais as melhores práticas e cuidados a levar a cabo.

 

O Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil da Direção Geral de Saúde determinou o plano de consultas mais eficaz para garantir o correto acompanhamento dos seus filos:

 

Primeiro ano de vida:

   - 1ª semana;

   - 1 M;

   - 2 M;

   - 4 M;

   - 6 M;

   - 9 M;

 

Um a três anos:

   - 12 M;

   - 15 M;

   - 18 M;

   - 2 A;

   - 3 A;

 

Quatro a nove anos:

   - 4 A;

   - 5 A - NOVO - Exame Global de Saúde: Avaliação da existência de competências para o início da aprendizagem;

   - 6/ 7 A (final do 1º ano de escolaridade) - NOVO - deteção precoce de dificuldades específicas de aprendizagem;

   - 8 A;

 

Dez a dezoito anos:

   - 10 A (início do 2º ciclo do ensino básico) - NOVO - : preparação da puberdade e entrada para o 5º ano de escolaridade;

   - 12/ 13 A - Exame Global de Saúde;

   - 15/ 18 A

 

Segundo a DGS, estas idades não são rígidas, podendo optar-se pelos chamados exames oportunistas, ou seja, sempre que uma criança precisar de deslocar-se ao médico por outras razões, poderá ser-lhe feito o exame adequado à sua idade, poupando assim tempo e deslocações. Outros motivos como sendo o luto, o aumento da fratria, doenças graves e separações podem constituir razões para supressão ou aumento do número de consultas.

Cláudia Pedro

Psicóloga

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De férias com o vosso bebé… e agora?

por centrosermais, em 28.06.14

Para os papás de fresco as primeiras férias com o seu bebé podem tornar-se numa, vá, leve dor de cabeça. No momento em que se aproximam as tão desejadas férias em família começam também a surgir um variado leque de questões: Para onde ir? Qual o melhor local, praia ou montanha? Poderá frequentar piscina ou tomar banho no mar? A verdade, é que desde que os pais estejam preparados como é devido, qualquer destino é possível.

 

No entanto, é preciso ter em conta algumas considerações:

 

Evitar locais muito quentes.

 

Se optarem pelo estrangeiro coloquem de parte os locais exóticos.

É necessário vacinação adequada para não apanhar determinadas doenças (dengue, malária…)

 

Se o vosso bebé tem menos de 4 meses, optem pelo campo em vez da praia.

O calor e a brisa marítima aumentam o risco de desidratação no bebé. Caso gostem muito e não dispensem uns diazitos de praia tem só de só tomar as devidas precauções como podem reler aqui.

 

Antes dos 6 meses por questões de precaução, o bebé não deve tomar banho de mar.

A partir desta idade e sempre que água esteja a uma temperatura agradável não haverá qualquer problema.

 

Relativamente às piscinas, também não é aconselhável a bebés com menos de 6 meses.

 

Se optarem por localidades mais pequenas, certifiquem-se que existe por perto um Centro de Saúde ou um Hospital.

 

Muito Importante – Manter os horários tanto das refeições como do deitar (sono) do vosso bebé.

 

No que respeita ao tipo de transporte, o menos aconselhável é sem dúvida o autocarro, qualquer um dos outros – avião, automóvel e comboio – tem as suas vantagens dependendo sempre do local/ distância.

Comboios e aviões são boas opções para viagens de longa duração e o automóvel (mais flexível) permite-vos escolher quando e onde parar. Qualquer que seja o transporte devem ter sempre “à mão” o essencial: fraldas, comida, chucha, roupas, toalhetes, água…

 

 

Destino escolhido, está então na altura de “fazer” as malas. Nesta fase, aconselhamos que façam uma lista de tudo o que precisam de levar a fim de evitar algum esquecimento.

 

Farmácia.

Não esqueçam de levar com vocês uma “pequena farmácia” que deve incluir: soro fisiológico, água oxigenada, ligaduras, algodão, tesouras, álcool, pomadas, anti-séticos, analgésicos…

 

Roupas.

Possivelmente, não vão ter hipótese de lavar roupa, portanto é importante levar o suficiente. Optem, sempre, por colocar, também, algumas peças mais quentes.

 

Brinquedos.

Levem, sempre, alguns dos brinquedos que o vosso bebé mais gosta, pois ajuda-o a relaxar.

 

Berço.

Optem sempre (mesmo que o local para onde vão tenha) por levar um berço de viagem, pois é ótimo para o bebé quando estiver na praia ou no campo.

 

Marsúpio e/ou Sling.

É com certeza mais prático e confortável que o carrinho.

 

Máquina fotográfica.

Impossível esquecer :)

 

 

Aproveitem ao máximo as vossas férias em família e BOAS FÉRIAS! :)

 

 

 

 

 

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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As mulheres que têm filhos de forma natural numa fase mais tardia da vida, em particular após os 33 anos, tendem a viver mais tempo. A conclusão é de um estudo norte-americano, que revela também que as caraterísticas genéticas que lhes permitem ser mães mais tarde podem também ajudar a aumentar a longevidade das gerações seguintes.
 
A investigação, conduzida por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston (BUSM), nos EUA, cujos resultados foram publicados este mês na revista científica Menopause, mostra que as mulheres capazes de dar à luz depois dos 33 anos têm maiores probabilidades de viver uma vida mais longa do que as que tiveram o último filho antes dos 30.
 
"Claro que estas conclusões não significam que as mulheres devam esperar para ter filhos em idades mais avançadas para aumentar as suas hipóteses de longevidade", explica Thomas Perls, um dos autores do estudo, em comunicado.
 
Segundo o cientista, "a idade do último parto funciona como indicador de envelhecimento". Ou seja, "a capacidade natural de ter um filho num momento mais tardio indica, provavelmente, que o sistema reprodutivo da mulher está a envelhecer mais lentamente e, consequentemente, o mesmo está a acontecer com o resto do corpo". 
 
O estudo em causa baseou-se na análise de dados do censo "Long Life Family Study - LLFS", uma coleção de dados de cariz biológico, psicológico, social e genético de 551 famílias cujos membros viveram até idades excecionalmente avançadas, nas quais os investigadores determinaram a idade com que 462 mulheres tinham tido os seus filhos mais novos e quantos anos viveram.
 
A equipa coordenada por Thomas Perls concluiu que as mulheres que deram à luz pela última vez após os 33 anos tinham duas vezes mais probabilidades de viver até aos 95 anos em comparação com as que tiveram a última criança aos 29 anos. 

Longevidade pode estender-se às gerações seguintes
 
Além disso, os resultados indicaram também que as mulheres podem ser a 'força motriz' inerente à evolução das variantes genéticas que atrasam o envelhecimento, ajudando as gerações seguintes a viver até idades mais avançadas. 
 
"Se uma mulher possuir determinadas variantes, é capaz de se reproduzir e de carregar uma criança durante um maior período de tempo, o que aumenta as suas hipóteses de transferir esses genes à geração seguinte", explica Perls. "Isto pode explicar por que razão 85% das mulheres vivem até aos 100 ou mais anos, uma idade a que apenas chegam 15% dos homens", acrescenta.
 
Estas conclusões são consistentes com descobertas anteriores que associavam a idade das mulheres aquando do nascimento dos filhos a uma longevidade excecional. Um outro estudo tinha já, por exemplo, descoberto que as mulheres que dão à luz após os 40 têm quatro vezes mais probabilidade de viver até aos 100 anos do que as que tiveram filhos mais cedo. 
 
De acordo com a equipa da Universidade de Boston, os resultados do estudo sublinham a importância de continuar a investigar a influência genética da saúde reprodutora, já que tal pode ter impacto ao nível da velocidade de envelhecimento e da suscetibilidade a doenças relacionadas com a idade.
Fonte: Boas Notícias

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O meu filho estará a desenvolver-se normalmente?

por centrosermais, em 26.06.14

Devemos sempre estimular o desenvolvimento dos nossos bebés, acompanhar o seu desenvolvimento, proporcionar-lhes novas descobertas, facilitar-lhes o contacto com o mundo que o rodeia, enfim ir um pouco mais além do comer, dormir e brincar, no entanto temos de ter bem presente que não podemos exigir que esse desenvolvimento seja como nós queremos.

 

As crianças não são todas iguais – sei que para muitos que nos estão a ler é já um clichê, contudo nunca é demais relembrá-lo, pois por vezes os papás e as mamãs parecem que se esquecem quando o desenvolvimento dos seus filhos não segue a “normalidade” –, cada bebé tem a sua forma de responder, de interagir com os estímulos que o rodeiam e não podemos esperar que o desenvolvimento do meu filho seja igual ao do filho do meu vizinho ou até ao do irmão mais velho.

 

Há muita coisa que um bebé em desenvolvimento tem de “gerir”/aprender: o seu controlo motor, a linguagem, a relação com o outro, a noção de espaço, a adaptação a situações novas… e tudo isto muitas vezes ao mesmo tempo, logo é normal que por vezes algumas destas aquisições fiquem um pouco para segundo plano, reavendo-as mais tarde. Cada criança tem o seu ritmo, e como pais e educadores devemos tentar perceber qual o ritmo da nossa criança, contudo não invalida que não reportemos algumas suspeitas quando achamos que algo não está bem. A deteção precoce de qualquer tipo de perturbação do desenvolvimento infantil é fundamental para que se consiga atuar rapidamente e assim aproveitar ao máximo o potencial que todas as crianças têm.

 

Apresentaremos em breve algumas das principais Etapas de Desenvolvimento Infantil, para vos dar uma noção do que é esperado para determinada idade. Mas lembrem-se que a ansiedade é o nosso pior inimigo, com paciência e muito amor tudo se consegue. :)

 

 

 

  

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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Em Portugal, acaba de ser lançada uma aplicação móvel, exclusivamente dedicada às grávidas, desenvolvida a partir de conteúdos certificados por médicos especialistas e profissionais de saúde. 

Pelo nome 'A Minha Gravidez', a mesma disponibiliza informação diária personalizada sobre a gravidez de cada uma das utilizadoras, bem como sobre o desenvolvimento do bebé. O objetivo é que, de uma forma simples e prática, as grávidas tenham, todos os dias, acesso automático a conselhos e informações úteis. 

Colmatando uma "lacuna que havia no mercado nacional", 'A Minha Gravidez' surge como a primeira aplicação certificada, dedicada às grávidas portuguesas. Os responsáveis deixam, no entanto, o alerta para o facto de esta inovação não servir de alternativa, mas sim de complemento ao acompanhamento médico presencial.

Saiba mais sobre esta aplicação, bem como sobre como a instalar e utilizar AQUI.

 

 

 Fonte: Boas Notícias

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Alimentação de crianças com síndrome de Down

por centrosermais, em 15.06.14

Uma alimentação variada e equilibrada é essencial para o crescimento e a manutenção da saúde. Aprender a comer de forma saudável desde os primeiros anos é fundamental para qualquer pessoa, mas pode trazer resultados ainda mais importantes para as crianças com síndrome de Down. Isso porque elas nascem com hipotonia, ou seja, são mais “molinhas”. Como resultado, gastam menos energia do que outras crianças e podem apresentar tendência à obesidade ao longo da vida.

 

Além disso, a hipotonia também pode levar à constipação intestinal (prisão de ventre) crônica, uma vez que o tecido muscular do intestino grosso não consegue realizar os movimentos peristálticos com força o suficiente para expelir as fezes. Consumir os alimentos certos pode ajudar a atenuar a constipação, assim como combater a tendência o envelhecimento precoce, outra característica frequente em pessoas com síndrome de Down. Veja abaixo quais são os principais cuidados relacionados à sua alimentação.

 

Recém-nascidos

Ao nascer, independentemente da síndrome de Down, o melhor alimento para o bebê é o leite materno. A mãe pode enriquecer o seu leite comendo bastante proteína magra, frutas e verduras à vontade, além de ingerir carboidratos integrais e abusar dos líquidos. Se quiser, também é possível complementar a riqueza natural do leite ingerindo cápsulas de ômega 3, 6 e 9, choline e multivitamínico, que devem ser recomendados por um nutricionista.

 

O aleitamento materno é também o primeiro “exercício de fonoaudiologia” do bebê, já que seus movimentos são fundamentais para exercitar e fortalecer a musculatura da boca e da mandíbula. Ao sugar o leite da mãe para se alimentar, o bebê já está fazendo o seu primeiro exercício de independência. Sempre deixando a cabeça do bebê mais alta que o resto do corpo, a amamentação também irá prevenir inflamação de ouvidos, algo mais comum em bebês que se alimentam com mamadeira. Além disso, a amamentação também previne a obesidade.

 

Alimentos pastosos e sólidos

Quando o bebê começar a ingerir alimentos pastosos (papinhas), é fundamental que a mãe evite o uso do liquidificador. Ao comer alimentos amassados com um garfo, a criança não se acostuma a papinhas muito trituradas, o que ajuda a evitar dificuldades de mastigação e deglutição no futuro.

Quando começar a comer alimentos sólidos (como frutas e verduras), o bebê poderá sentir um pouco de constipação. Se a criança não consegue fazer cocô pelo menos uma vez por dia, é preciso verificar se ela está ingerindo líquidos e fibras o suficiente.

 

Escolhendo os alimentos certos

A diferença entre apetite e gula deve ser trabalhada desde o início: o bebê deve comer até estar satisfeito, mas sem exageros. É importante acostumar a criança desde pequena a alimentos saudáveis, evitando massas, gorduras e doces. De acordo com Zan Mustacchi, geneticista especialista em síndrome de Down, os tubérculos, como batata, cenoura e mandioca, também devem ser evitados. Isso porque os tubérculos prendem o intestino e são muito calóricos, o que pode gerar uma piora na constipação e um aumento de peso desnecessário para as pessoas com síndrome de Down. Já a ingestão de fibras por meio de alimentos como laranja, mamão, pera e linhaça deve ser reforçada, pois facilita a evacuação. 

 

Mustacchi também recomenda o consumo de alimentos ricos em zinco e selênio, minerais que têm efeito anti-oxidante e reforçam o sistema imunológico. O zinco está presente em grandes quantidades nas ostras e também em diversos alimentos que podem ser encontrados com mais facilidade, como todos os tipos de carne e oleaginosas (como nozes e castanhas). Já o selênio pode ser ingerido por meio de alimentos como sardinha e castanha-do-pará.

 

Alimentos que devem ser evitados:

- farinha branca
- açúcar
- leite de vaca e derivados


Alimentos que devem ser consumidos:
 

- verduras
- frutas
- fibras
- farinha integral
- arroz integral
- quinua
- chia
-carnes magras
- castanha-do-pará
- sardinha 

 

Pesquisas indicam que pessoas com síndrome de Down podem ser mais intolerantes à lactose e ao glúten (doença celíaca), além de uma tendência ao hipotireoidismo. É importante levar a criança regularmente ao médico para verificar se existe algum diagnóstico relacionado a essas questões e ajustar a dieta caso seja necessário.

 

Suplementos: consulte um especialista

De acordo com Mustacchi, o ideal é consumir todas as vitaminas por meio da alimentação, pois o corpo absorve aquilo que for necessário e elimina naturalmente os excessos. No entanto, o pediatra ou nutricionista poderá indicar a necessidade de inserir alguns suplementos alimentícios para melhorar  a saúde e a alimentação da criança. Tudo deverá ser dosado para a idade e o peso da criança e prescrito por um profissional. São exemplos de suplementos utilizados:

1) Ômega-DHA: apoio ao desenvolvimento cerebral.

 

2) Antioxidantes: um dos genes localizados no cromossomo 21 é responsável pela fabricação de radicais livres, os quais geram oxidação das células cerebrais (e do corpo) de pessoas com síndrome de Down. O processo assemelha-se ao de cortar uma maçã ao meio e deixá-la exposta ao ar. Pesquisas revelam que cérebros de pessoas com Down se parecem muito com o cérebro de pessoas com Alzheimer: com placas oxidadas, assim como uma maçã exposta ao ar. Alzheimer’s é doença degenerativa do cérebro que também está associada a genes localizados no cromossomo 21. A fim de evitar esse processo de excesso de oxidação celular, recomenda-se enriquecer a alimentação de pessoas com Down com substâncias antioxidantes, tais como vitamina C, vitamina E e suplementos: curcumin, enzima CQ10, PQQ (pyrroloquinolina quinona), entre outros.

 

3) Piracetam: medicamento que já está no mercado desde os anos 80, é utilizado para melhorar a fluidez das membranas cerebrais, melhorando a comunicação entre hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Muito utilizado para tratar dislexia também.

 

4) Multivitaminas: a maior parte das pessoas com síndrome de Down apresenta baixos níveis de certos minerais e vitaminas, tais como zinco, vitamina B12 e selênio. Suplementos são recomendados após avaliação do nível de nutrientes em exame de sangue.

 

5) 5HTP – 5-Hydroxytryptophan: aminoácido utilizado para elevar os níveis de serotonina e, consequentemente, ajudar nos movimentos peristálticos e evitar constipação;

 

6) Probióticos: muito utilizados para equilibrar a flora intestinal e melhorar digestão e absorção de nutrientes

 

7) Phosphatidylcholine: lipídio que faz parte da membrana celular e apóia performance cerebral. Pesquisa da Universidade de Cornell nos EUA encontrou evidência de que bebês com síndrome de Down que ingerem choline desenvolvem benefícios para capacidade emocional e cerebral de longo prazo.

 

8) TMG: Tri-methyl Glycine, apoio ao ciclo SAM, comprometido em pessoas com síndrome de Down em decorrência da presença de terceiro cromossomo 21.

 

9) Phosphatidylserine: importante elemento constituinte das células cerebrais, aumenta a produção de acetylcholine, utilizada em sinapses (comunicação entre neurônios).

 

 

Fonte: Movimento Down

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Com o bom tempo, finalmente, a chegar, chega também a vontade de passar mais tempo ao ar livre. Seja ele na praia ou no campo, a verdade é que não nos podemos esquecer que dessa forma ficamos mais expostos ao sol e que devemos tomar algumas precauções, principalmente com os mais novinhos.

Conheça aqui algumas das precauções que devemos ter sempre em consideração:

 

 

Evitar a exposição solar entre as 11h às 17h.

Altura do dia em que o sol e as radiações ultravioletas estão mais fortes.

 

As crianças não são adultos, logo devem mantê-las o máximo de tempo possível à sombra.

Na praia devem evitar permanecer mais de 3 horas e preferir sempre que as crianças estejam debaixo do chapéu-de-sol, sobretudo no primeiro ano de vida.

 

Vestir roupa, preferencialmente, branca, de forma a proteger os braços, as pernas, o peito e as costas da criança.  

 

Usar SEMPRE Chapéu (com abas ou pala)

Garante uma melhor protecção do rosto, das orelhas e da nuca.

 

Utilizar óculos de sol.

Atenção que crianças de olhos claros são muito mais sensíveis.

 

Beber MUITA Água para evitar a desidratação.

 

Usar protector solar adaptado à criança

Optar sempre por um protector solar de índice elevado e adequado à pele das crianças.

Os protectores solares só se tornam seguros 30 minutos após a sua aplicação, portanto aplicá-lo meia hora antes da exposição e renove-o de 2 em 2 horas.

Especial atenção às áreas do corpo que mais facilmente se queimam: são elas as orelhas, o nariz, o pescoço e os ombros.

Utilize protectores resistentes à água;

 

Atenção ao tempo nublado.

Os riscos mantêm-se iguais aos do céu limpo, na medida em que os raios solares atravessam na mesma as nuvens produzindo os mesmos efeitos de o sol à vista.

 

Queimaduras Solares – o que fazer?

Aplicar um creme hidratante em toda a zona afectada. Dê a beber bastantes líquidos e em caso de dor constante, informe-se como o seu farmacêutico e/ou médico quanto ao que deve fazer.

 

 

 

Aproveite o Sol da melhor forma, protegendo-se a si e à sua família - faça da exposição solar uma fonte de saúde e bem-estar para todos.

 

 

 

 

 

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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Situada na Quinta da Granja, a Casa Grande é um espaço de formação, de treino de competências sociais e funcionais para jovens Asperger maiores de 16 anos. O objetivo é que "adquiram as ferramentas necessárias" de forma a serem encaminhados para o "mundo do trabalho" e construírem um "projecto de vida", disse à agência Lusa a presidente da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA), Piedade Monteiro, mãe de um jovem Asperger com 21 anos.

 

A casa tem ateliers de música, artes plásticas, informática, costura, horticultura e jardinagem, onde os jovens desafiam a sua criatividades e aprendem várias artes e ofícios. São os serviços, os artigos e os produtos desses ateliers que estão disponíveis à comunidade.

"Podem vir à nossa lavandaria, podem fazer arranjos no nosso atelier de costura, ter aulas de música, de informática, de artes plásticas ou fazer pequenas festas" nos pátios da casa, um velho edifício do século XVII recuperado pela associação, apelou a presidente da APSA.

 

Os primeiros passos já estão a ser dados, as alfaces cultivadas nas hortas da casa já estão a ser vendidas numa loja do bairro.

Para Piedade Monteiro, "não é saudável" juntar pessoas com vários tipos de deficiência no mesmo espaço, porque estes jovens "copiam muito". "Se há um ponto de referência para eles que é uma deficiência mais profunda, eles acabam por a imitar", prejudicando o seu desenvolvimento.

 

Piedade Monteiro contou que alguns dos 11 jovens que estão na casa viviam em instituições, mas outros, com mais de 20 anos, estavam em casa sem atividade nenhuma. "Isto não pode acontecer. O que nós queremos é que os nossos filhos sejam de tal maneira iguais que consigam não ser um peso para o Estado", frisou. "Temos de ir pelas capacidades deles e nunca pelas dificuldades. Se há dificuldades vamos colmatá-las ou tentar colmatá-las", acrescentou. 

 

 

 

Fonte: Visão Solidária

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Testemunho de uma mãe

 

Tenho certeza que essa é uma dúvida de muitos pais, já que a criança de até uns 10 anos (a depender do seu contexto social) ainda não tem a clara noção da diversidade humana que a cerca. Na verdade eu me coloco no lugar desses pais, e vejo que se não tivesse o Bruno, também teria uma interrogação.

 

Suponhamos que seu filho tenha um parente, ou amigo na escola, com síndrome de Down. Não sei como você encara essa ideia, mas tenha certeza que ter amizade com uma criança com qualquer tipo de deficiência é muito bom para as duas crianças. Seu filho terá a oportunidade de saber lidar com a diversidade e ser uma pessoa melhor, e você pode facilitar isso.

 

Mas o que dizer sobre a síndrome? Bom, enquanto ele não perguntar nada, relaxe, você também não precisa explicar. Deixe que a coisa flua. E aqui eu faço o meu primeiro pedido: aja o mais naturalmente possível, por mais que a situação não seja tão natural nem mesmo para você (por desconhecimento e inexperiência). O seu exemplo de como reagir perante o meu filho vai funcionar como um espelho para o seu filho, então, por favor, não demonstre pena, e independentemente das suas expectativas quanto à nossa reação, aja diante de nós da mesma forma como você agiria junto a qualquer mãe com qualquer filho.

 

Depois vai chegar um momento em que seu filho vai perguntar algo, ou fazer uma observação do tipo “nossa, o Bruno (por exemplo) já tem três anos e não sabe falar quase nada!”. E aqui estou supondo que seu filho é do tipo “sutil” (rs…), porque também existe uma grande possibilidade dele dizer algo bem alto e brutal, no meio de uma brincadeira com a galera toda, do tipo: “pula a vez do Bruno porque ele não vai entender mesmo”. Ai. Calma. Neste momento não vai ser legal você simplesmente me pedir desculpas e arrastar seu filho para longe. Pode parecer a maior malcriação da tarde, mas arrisco dizer que provavelmente seu filho não disse isso por maldade. Apesar de não ser nada delicado, lá pelos seis ou sete anos, especialmente os meninos, são muito objetivos, ao contrário das meninas, que são muito mais sensíveis.

 

Pois bem, vá em frente e aproveite o momento para uma intervenção feliz, e por favor, não faça a cena parecer mais grave do que é (nem menos). Diga, por exemplo: “ei, ele está brincando junto, e caso não consiga fazer, nós vamos ajudá-lo, certo? Tenho certeza que ele vai aprender”. Ah, e tem um detalhe: nem pense em deixar o garoto com síndrome de Down como “café-com-leite” na brincadeira, ok? E se você for a mãe desse garoto meio rude que propôs deixar a criança com síndrome de Down de fora da brincadeira, e quiser ir mais a fundo numa conversa sobre respeito, deixe para quando chegar em casa. Então, se for o caso, explique que o amigo tem, sim, uma certa dificuldade para aprender ALGUMAS coisas, mas que sempre consegue aprender, mesmo que pareça demorar um pouco mais. Independente deste amigo não responder da forma que a gente espera, ainda assim é muito importante tratá-lo como às demais pessoas.

 

Isso também é bem importante: use o que eles têm em comum – estão na mesma turma da escola, gostam de jogar bola, assistir TV, que ambos ficam contentes quando aprendem algo novo… etc… e citar outros exemplos de diferenças também pode ajudar a criança a entender esse novo contexto que se apresenta: “em nossos passeios, na escola, na igreja, em vários lugares você pode perceber que algumas pessoas são diferentes das outras, isso porque NINGUÉM É IGUAL A NINGUÉM neste mundo, e isso é o que tem de mais gostoso – todos os seus amigos são diferentes, seja na cor, no tamanho, na aparência ou no comportamento!”.

 

Jamais diga ao seu filho que a síndrome de Down é uma doença. Se você achar necessário nomeá-la, diga simplesmente que é uma característica que algumas pessoas possuem, da mesma forma que cada um nasceu de um jeito ou de outro – com os olhos verdes ou castanhos, com o cabelo liso ou enrolado, com habilidade de nadar ou de fazer contas, com talento para música ou para esporte, com alguma alergia, etc…

 

Tenho percebido que uma das diferenças que as crianças mais notam no Bruno (e nas demais crianças com síndrome de Down) é a dificuldade da fala. Pois bem, se possível, deixe claro para o seu filho que mesmo não sabendo falar muita coisa ainda, essas crianças são capazes de ENTENDER tudo, e que só porque não falam, não significa que eles não ouvem.

 

Para encerrar, não espere a escola abordar com seu filho a importância da tolerância, do respeito e da amizade. Esses valores começam em casa, e irão ajudá-lo nas mais diversas situações, por toda a vida. Como sugestão, use histórias infantis, por exemplo as fábulas escritas pela professora Débora Seabra, que por sinal tem síndrome de Down. Ela lançou um livro de fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo, usando animais de uma fazenda como protagonistas.

 

 

 

 

 

Fonte: Movimento Down

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