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Para o adulto que se depara com a agitação dos dias longos cheios de responsabilidades e desafios que nem sempre acredita poder conseguir superar, a infância/ adolescência é geralmente vista como a época da brincadeira e dos sonhos, onde os dias correm felizes e os medos são meros caprichos.

 

Não é raro ouvirmos os pais perguntar aos seus filhos “mas estás cansado de quê? A única coisa que tens que fazer é estudar!” ou, numa postura completamente diferente também escutamos “ansioso com os testes? Mas a que propósito é que agora ficas com medo das notas? Tens sempre tão bons resultados, estás a exagerar!”.

 

Devido aos grandes avanços que têm sido feitos ao nível do conhecimento que temos sobre o desenvolvimento infantil, percebe-se hoje que a primeira fase da vida está repleta de acontecimentos com os quais nem sempre a criança consegue lidar e/ ou ultrapassar, o que pode representar para si um sofrimento capaz de comprometer o seu crescimento saudável, a nível intelectual, afetivo e até físico.

A perda de um familiar, o divórcio dos pais, a pressão sobre o desempenho escolar e os conflitos com os colegas ou mesmo episódios de bullying pode conduzir a criança ou adolescente a quadros de sintomas que surpreendem quem os rodeia: isolamento, agressividade, rebeldia, alterações nos hábitos alimentares (recusa de comida ou ingestão compulsiva).

 

Quais os sinais que deve então ter em consideração para perceber se o seu filho está a precisar da sua ajuda?

 

 - Perda significativa de peso ou diminuição do apetite;

- Insónias ou sonos demasiado longos;

- Cansaço ou falta de energia;

- Desvalorização de si próprio ou sentimento de culpa;

- Diminuição da capacidade de concentração;

- Dificuldade em tomar decisões;

- Pensamentos recorrentes sobre morte e/ ou suicídio;

- Tristeza ou irritabilidade;

- Queixas físicas não específicas;

- Faltas frequentes à escola e fraco desempenho escolar;

- Aborrecimento frequente, principalmente em atividades que anteriormente eram prazeirosas

- Consumo de álcool e de outras substâncias;

- Irritabilidade, raiva, hostilidade;

- Comportamentos inconsequentes;

 

Embora nem sempre a presença destes sintomas possa significar por si só a existência de um quadro depressivo, é fundamental prestar-lhes a atenção devida tão atempadamente quanto possível para poder atuar e forma consciente e eficaz, devolvendo o bem-estar à criança.

Se identifica estes sinais no seu filho ou se está preocupada porque sente o seu filho diferente e não consegue perceber o que passa, procure um profissional. Consulte-nos para um rastreio gratuito.

 

Cláudia Pedro
Psicóloga Clínica

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