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A matemática não é nenhum “bicho-papão”!

por centrosermais, em 28.04.14

   A matemática não é, de facto, nenhum bicho-papão, nem deve ser vista como tal. Mas infelizmente, para a maioria dos nossos alunos é a disciplina que mais dores de cabeça lhes dá. No 1º ciclo, antes mesmo de saberem que “2+2 são 4”, já olham para a matemática com cara de “poucos amigos”. Esta aversão tem de lhes ser desmistificada, no sentido de perceberem que a matemática acompanha-nos diariamente em tudo o que fazemos: desde a simples distribuição de guloseimas pelos amigos à forma como colocamos os atacadores nos ténis (Burkard Polster, matemático australiano, verificou que, para um sapato com duas filas de cinco ilhós cada uma, existem 51840 maneiras diferentes de enfiar os atacadores).

 

   No entanto, é preciso entender que o sucesso do aluno a matemática não passa só pela escola ou pelo professor, passa, fundamentalmente, pela vontade do aluno em querer aprender. Dessa forma, há todo um “trabalho de casa” que também deve ser feito e trabalhado pelos pais em conjunto com a escola.

          

   Aquilo que os pais devem evitar:

  • Justificarem os insucessos do seu filho com o facto de também não terem sido uns bons alunos a matemática;
  • Darem-lhe a entender que a matemática é uma área sem utilidade e que é difícil;
  • Dizerem-lhe que não o conseguem ajudar, porque a matemática nunca foi o vosso forte e como tal não percebem nada.

           

   Aquilo que devem fazer:

  • Ainda que não tenham sido bons alunos, dedicarem um pouco do vosso tempo, sentarem-se com o vosso filho e pedirem, por exemplo, para ele vos explicar aquilo que aprendeu – peçam-lhe para vos dar um exemplo de um exercício ou de um problema trabalhado em aula;
  • Levarem o vosso filho a olhar a matemática como um desafio e não como um “bicho-papão”;
  • Valorizarem as suas pequenas conquistas;
  • Exigirem-lhe que pratiquem numa folha à parte os exercícios trabalhados, por exemplo, em aula, verificando a solução pelo caderno, no fim. É uma forma de não só criarem hábitos de estudo como também de relembrarem o que foi dado na aula;
  • Envolverem-no em pequenas tarefas e situações do dia a dia, como por exemplo: acompanhá-los nas compras e ser ele a conferir o troco; arrumar os seus livros, organizando-os do maior para o mais pequeno; ajudar na cozinha, na confeção de um bolo; entre outras.

    Não esqueçamos que a matemática acompanha o nosso dia a dia. Segundo Crato, no seu livro A Matemática das coisas, “O séc. XX não teria sido, (…) o século mais revolucionário da história da ciência sem os extraordinários desenvolvimentos obtidos na matemática.”

 

Márcia Fidalgo

Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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