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Alimentação no Primeiro Ano de Vida

por centrosermais, em 22.10.14

A preparação para o nascimento de um bebé é um momento mágico e único. A preocupação dos pais é dar tudo o que é de melhor aos filhos, de forma a que eles cresçam e se desenvolvam de forma saudável.

 

A Alimentação saudável e equilibrada, ajustada à formação do novo ser que vai nascer é fundamental e uma prioridade dos pais.

 

Após a concepção, as necessidades nutricionais já são inúmeras e nesta fase não devemos esquecer que os hábitos de vida bem como as escolhas alimentares da mãe, são fundamentais para o desenvolvimento saudável do bebé. Nesta fase é fundamental um bom aporte de ferro, ácido fólico e ómega 3 (os ácidos gordos essenciais), provenientes da alimentação e de alguma suplementação indicada pelo médico e pelo nutricionista.

 

Com o nascimento, e de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), recomenda-se o aleitamento materno em exclusivo nos primeiros 6 meses de vida, de forma a assegurar um bom desenvolvimento e a saúde do bebé. Mas, muitas vezes, sabemos que isso não é prática comum, ou porque a mãe retoma ao trabalho, ou porque o leite materno não é suficiente.

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Para colmatar a falha do aleitamento materno em exclusividade, entre os 4 e os 6 meses de idade, os pais podem, de acordo com as indicações do Pediatra, introduzir os primeiros alimentos, como as sopas, a fruta e a papa.

 

As sopas devem ser elaboradas com o máximo de 3 legumes por sopa (ex: batata, cenoura ou abóbora e cebola). Podem ser temperadas com um fio de azeite virgem mas sem qualquer adição de sal.                                                                                                                                                 fonte: http://milkgenomics.org

 

Inicialmente, a fruta pode ser cozida. As primeiras frutas a ser introduzidas na alimentação do bebé são a pêra, maçã, banana e o marmelo. As frutas devem ser consumidas imediatamente após serem reduzidas a puré, e de preferência serem de origem biológica. Os boiões de fruta biológica podem ser uma solução viável quando o tempo é curto.

 

É importante respeitar sempre a introdução de um novo alimento, com um intervalo de 3 a 5 dias, de forma a identificar possíveis reacções alérgicas aos novos alimentos que vão sendo introduzidos.

 

Com a introdução das papas, é necessário ler cuidadosamente o rótulo das embalagens das papas, para conhecer aquelas que são lácteas (contêm leite), não lácteas (não contêm leite), sem glúten e com glúten. Estas últimas só devem ser introduzidas na alimentação após os 6 meses de idade. As papas não lácteas devem ser adicionadas com o leite que o bebé ingere no momento. Dar sempre preferência as papas que utilizam ingredientes biológicos, sem adição de açúcar, sal, corantes e conservantes.

 

Um bebé com excesso de peso ou obesidade deve evitar o consumo de papas. Nesse caso dar preferência as sopas e purés de fruta.

 

Dos 5 aos 6 meses a carne é introduzida em pequena quantidade (20-25 gramas), começando pelas aves (frango, peru), borrego e só mais tarde a carne de vaca e porco (depois do 12 meses de idade). Inicialmente podem consumir as carnes na sopa e com o crescimento da dentição, iniciar o seu consumo no prato.

 

Aos 9 meses é indicado iniciar o consumo de peixe como pescada, maruca, perca, linguado, dourada, raia, e mais tarde sardinha, carapau, atum, cavala e salmão. Tal como a carne, inicialmente consumi-lo na sopa e posteriormente no prato.

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O pão e as bolachas, fonte de energia (hidratos de carbono), podem ser introduzidos entre os 6 e os 8 meses, dependendo da dentição e da capacidade de mastigação do bebé. No entanto, não esquecer que a mastigação deve ser estimulada.

 

Depois dos 9 meses, os iogurtes podem ser introduzidos aos lanches, naturais ou misturados com fruta. Preferir os de produção biológica e evitar ao máximo iogurtes açucarados. O gosto educa-se e na verdade se o bebé se habituar a sabores menos doces será o ideal para prevenir futuramente um consumo exagerado de açúcares.

 

fonte: http://mommynoire.com

 

Os ovos devem ser introduzidos com alguma cautela, inicialmente a gema (aos 9 meses) e posteriormente a clara (por volta dos 12 meses). Preferir os ovos biológicos, pois a sua qualidade nutricional é indiscutivelmente superior.

 

A partir dos 11 a 12 meses, introduzir as leguminosas, excelente fonte proteica de origem vegetal, vitaminas do complexo B, e minerais. Inicialmente, podem juntar-se nas sopas e, posteriormente, até aos 2 anos de idade, adiciona-las ao prato, para estimular a mastigação do bebé e habitua-lo a novas texturas e sabores.

 

É importante estimular o consumo de água quando não ocorre a amamentação do bebé em exclusividade.

 

O leite de vaca só deve ser introduzido a partir dos 12 meses de idade. Até lá, utilizam-se os leites de transição, no caso da mãe não ter leite suficiente para amamentar o seu bebé em exclusividade.

 

Os pais e educadores devem lembrar-se que este artigo contém indicações gerais sobre a alimentação do bebé, no entanto, não podem esquecer a importância das indicações dadas pelo médico pediatra e pelo nutricionista, em consulta.

 

 Nutricionista Rita Roldão

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