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Há muito tempo que a medicina não via evolução em instrumentos para ajudar na hora do parto, agora, uma ideia aparentemente simples e segura que nasceu em uma oficina, deu origem ao chamado aparelho Odón.

 

Você, sabe como extrair uma rolha de dentro de uma garrafa de vidro sem quebrá-la?

Pois, inclina-se a garrafa, enfia-se um saco de plástico dentro, com a abertura para fora; Pela abertura sopra-se para encher o saco, que forma uma espécie de balão dentro da garrafa, prendendo-se à volta da rolha, depois é só puxar com delicadeza.

 

Então, Jorge Odón, (…) construiu o primeiro protótipo do seu dispositivo, que irá ser utilizado para facilitar os partos tradicionais. 

Usando um frasco de vidro para o útero, uma boneca de sua filha para ser o bebê e uma manga de tecido costurado por sua esposa, ele imitou a técnica utilizada para remover a rolha da garrafa com a boneca. A bolsa inflada agarrou a cabeça da boneca, e o dispositivo Odón nasceu.

O dispositivo, agora feito com um saco de poliuretano lubrificado e uma ferramenta automática de inflação, ganhou o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a concessão de dinheiro da United States Agency for International Development (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional ) e Grand Challenges Canada (Grandes Desafios do Canadá).

 

Médicos como Mario Merialdi, coordenador-chefe da OMS, têm defendido o dispositivo e afirmou que é o primeiro grande avanço “neste momento crítico da vida em anos.” As opções alternativas utilizadas atualmente, grandes fórceps ou ventosas para o couro cabeludo do bebê, pode ser perigoso para a mãe e ao feto em mãos inexperientes. Anualmente, cerca de 260 mil mães morrem durante o parto devido a complicações – 99% das quais ocorrem em países em desenvolvimento. Mas, mesmo nos EUA hoje 15 em cada 100.000 mulheres morrem durante o parto, tornando-se a sexta maior causa de morte de mulheres entre as idades de 20 e 34 anos.

 

O dispositivo Odón deverá ter o potencial de reduzir o número de mortes maternas nos países em desenvolvimento e do número de cesarianas nos países mais ricos. Cada dispositivo vai custar menos de US$ 50 para fazer, mas estão negociando com BD (Becton, Dickinson and Company) uma companhia global de tecnologia médica, quanto eles irão cobrar para produzir e planejando como reduzir o preço para os países mais pobres.

O dispositivo Odón está sendo testado em mulheres argentinas, mas em breve será testado pela OMS no parto normal na China, Índia e África do Sul, e, em seguida, em mulheres em trabalho de parto obstruído. Se aprovado, poderá ser usado dentro de dois ou três anos. Veja no vídeo o funcionamento do aparelho.

 

 

 

 

Fonte: Mulheres na Engenharia

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