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Trabalhamos diariamente com as crianças mas insistimos em manter por perto as suas famílias. Sabemos que essa é a forma de ficar a conhecer as suas rotinas, modelos de interação entre si e padrões de expetativas, não só dos pais, mas também dos próprios filhos. Conhecê-los melhor ajuda-nos a ajudá-los melhor na concretização dos seus objetivos.

 

Uma das situações a que assistimos com mais frequência está relacionada com o envolvimento dos pais em todos os espetros da vida dos seus filhos, num nível muito semelhante ao dos primeiros anos de vida. Os pais falam várias vezes com os professores, treinadores e outros profissionais para saber como progride o seu filho, como se comporta, sugerem estratégias para lidar com ele, questionam a sua forma de conduzir as aulas, sessões, treinos... Sabemos que os pais amam os seus filhos de forma incondicional. Sabemos que a sua preocupação com o seu crescimento, sucesso e futuro lhes rouba horas de pensamento e que todas as suas atitudes são em prol da felicidade dos seus filhos.  Não podemos, contudo, esquecer a pressão que por vezes, e sem intenção, é colocada sobre eles.

 

Quando questionamos as crianças, aquilo que muitas vezes ouvimos é:

  1. Sei que os meus pais gostam de mim, mas dão-me tantas instruções que se torna muito cansativo;
  2. Os meus amigos acabam sempre por me gozar quando veem a minha mãe na escola a falar com os professores;
  3. Gosto da minha mãe mas às vezes parece que não confia em mim;
  4. Por mais que tente, nunca estão satisfeitos. Nunca faço as coisas suficientemente bem.

O crescimento dos filhos exige uma mudança na atitude dos pais. Se, enquanto pequenos, era fundamental que os pais regulassem todas as suas atividades e supervisionassem todas as suas responsabilidades, à medida que crescem, é necessário garantir a sua autonomia. É importante que, de forma gradual, lhes sejam dadas tarefas e responsabilidades que deverão resolver sozinhos. Crianças autónomas são crianças mais confiantes, que acreditam conseguir resolver as situações com que se deparam, que conseguem desenvolver novas estratégias para se adaptar a maiores desafios e que, apoiados nas suas pequenas vitórias, crescem fortes.

 

Ser pai e ser mãe é dar aos seus filhos os conhecimentos, as regras, os sentimentos e os valores que eles precisarão para voar por si. É tal e qual como quando os ensinou a andar, recorda-se? Primeiro deu-lhes as mãos e depois afastou-se um pouco, forçando os primeiros passos. Dia após dia, os passos tornaram-se mais seguros, as pernas mais fortes e, em menos de nada, eles já corriam…

 

O que deve dizer então aos seus filhos para que eles se tornem mais fortes e felizes? Segundo as pesquisas publicadas, as 3 frases mais saudáveis que pode dizer aos seus filhos é:

 

Antes da ida para a escola/ para o teste/ para o jogo importante:

1)      Diverte-te!

2)      Dá o teu máximo!

3)      Adoro-te.

 

Depois da chegada da escola/ do teste/ do jogo importante:

1)      Divertiste-te?

2)      Estou orgulhoso/a de ti!

3)      Adoro-te.

 

Sentir-se bem por ver o seu filho crescer, orgulhar-se das suas atitudes e das suas aprendizagens e mostrar-lhe que adora assistir às novidades que traz todos os dias para casa  é a melhor forma de amar o seu filho.

 

Cláudia Pedro

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